Casemiro apoia Neymar incondicionalmente, mas cautela com Endrick na Seleção
O volante Casemiro, do Manchester United, expressou apoio irrestrito a Neymar para a Seleção Brasileira, destacando sua qualidade quando em forma. Contudo, adotou um tom conservador em relação à convocação do jovem Endrick, do Lyon, para a Copa do Mundo. A dicotomia nas falas do meio-campista reflete as diferentes pressões e expectativas sobre os dois atletas.

SÃO PAULO, BRASIL - O volante Casemiro, titular no meio-campo da Seleção Brasileira, abordou em entrevistas à “ESPN” e “TNT Sports” a pauta da convocação de jogadores importantes para o selecionado de Carlo Ancelotti, com destaque para Neymar e o jovem Endrick.
O jogador do Manchester United adotou uma postura de apoio total ao camisa 10 do Santos, condicionando seu retorno a uma boa condição física. Casemiro ressaltou o potencial de Neymar, afirmando que, fisicamente apto, ele é "melhor que qualquer um do Brasil e do mundo", com falas carregadas de nostalgia e carinho pelo jogador de 34 anos.
A Divergência de Tratamento
Em contraste, Casemiro demonstrou uma conduta séria e conservadora em relação a Endrick, atacante do Lyon que tem se destacado na França e decidiu a vitória do Brasil sobre a Croácia na última Data Fifa. O volante usou a palavra "mas" diversas vezes ao abordar a situação do jovem, enfatizando que sua ida ao Mundial não é certa por ele "não ser do grupo".
O experiente jogador de 34 anos destacou a importância de não colocar pressão excessiva em Endrick, afirmando: "A gente não pode dizer que ele vai solucionar um problema nosso na Copa do Mundo." Ele também frisou a necessidade de paciência e de "blindar" jovens atletas para evitar que sejam prejudicados pelas expectativas.
Contexto e Expectativas para a Copa
Apesar das boas atuações de Endrick pelo Lyon e na Seleção, o "lobby" público por sua convocação não existe. O mesmo não ocorre com Neymar, que, mesmo com um desempenho abaixo no Santos, recebe apoio incondicional de companheiros. Ancelotti definira o atacante como "futuro" do Brasil, indicando que sua presença na Copa seria improvável.