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Chelsea: Novo técnico demitido eleva gastos com treinadores a 123 milhões de euros em 10 anos

O Chelsea demitiu Liam Rosenior, o que eleva a soma gasta com treinadores nos últimos dez anos para mais de 123 milhões de euros. A decisão surge em meio a uma fase complicada para o clube londrino, que enfrenta eliminações e má colocação na Premier League. A alta rotatividade no comando técnico tem um custo financeiro e esportivo significativo.

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Chelsea: Novo técnico demitido eleva gastos com treinadores a 123 milhões de euros em 10 anos
Foto: Reprodução / Leia Esporte

LONDRES, INGLATERRA - O Chelsea anunciou a demissão do técnico Liam Rosenior na última quarta-feira, intensificando a instabilidade no comando técnico do clube. Contratado em 8 de janeiro para substituir Enzo Maresca, Rosenior não resistiu ao desempenho recente dos Blues, que estão em oitavo lugar na Premier League.

Com esta nova saída, a quantia desembolsada pelo clube londrino com seus treinadores ao longo dos últimos dez anos ultrapassa os 123 milhões de euros, aproximadamente 765 milhões de reais. O desligamento de Rosenior acontece em um período de crise para a equipe, que vem em uma fase muito complicada desde o início de março.

O Custo das Demissões Recentes

O Chelsea foi eliminado pelo Paris Saint-Germain nas oitavas de final da Champions League e acumula cinco derrotas consecutivas na Premier League, afastando-se da disputa por uma vaga em competições europeias. O foco agora se volta para a final da FA Cup contra o Manchester City e a luta pelo sexto lugar na liga, que garante vaga na Liga Europa.

Segundo o jornal francês L’Équipe, Liam Rosenior receberá uma indenização de cerca de 13 milhões de euros, equivalente a aproximadamente 81 milhões de reais. O Chelsea, que já havia pago três milhões de euros ao Strasbourg para contratá-lo na janela de janeiro, não deve buscar um substituto definitivo até o final da temporada atual. Notavelmente, seu antecessor, o italiano Enzo Maresca, renunciou a qualquer compensação ao deixar o clube.

O Impacto Financeiro de uma Década de Mudanças

A prática de grandes indenizações tem sido comum em Stamford Bridge. Thomas Tuchel e Graham Potter, por exemplo, receberam 15 milhões de euros cada em suas rescisões, enquanto Mauricio Pochettino embolsou 11,5 milhões de euros. Além disso, o clube desembolsou 25 milhões de euros para tirar Potter do Brighton. Considerando as compensações e contratações dos últimos cinco técnicos, os Blues já investiram 82,5 milhões de euros, cerca de 513 milhões de reais.

Ampliando a análise para os últimos dez anos, a política de troca constante de treinadores do Chelsea revela valores ainda mais expressivos. Antonio Conte, por exemplo, recebeu a maior indenização rescisória na história do clube, 31 milhões de euros, ao deixar o Chelsea em 2018. Maurizio Sarri teve um custo de cerca de cinco milhões de euros para ser liberado do Napoli e, em seguida, gerou seis milhões de euros em sua transferência para a Juventus. Já a contratação de Frank Lampard, vindo do Derby County em 2019, custou 4,5 milhões de euros. O total de 123 milhões de euros gastos em treinadores ao longo de uma década posiciona o Chelsea entre os clubes que mais investem nessa área. A título de comparação, o Manchester United, em seus últimos seis treinadores, desembolsou 101 milhões de euros, o que demonstra a tendência de grandes clubes europeus em arcar com custos elevados em busca de resultados imediatos e, muitas vezes, sem o sucesso esperado.

Escrito por Redação Leia Esporte