Futebol

Colômbia Impõe Coletividade e Não se Rende à Dependência de Craques Veteranos

A Colômbia adota uma estratégia tática distinta na Copa do Mundo de 2026, priorizando o desempenho coletivo. O técnico Nestor Lorenzo ajustou o modelo de jogo, não centralizando a equipe em James Rodríguez. Essa abordagem contraria a tendência global de dependência excessiva de estrelas.

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Colômbia Impõe Coletividade e Não se Rende à Dependência de Craques Veteranos
Foto: Reprodução / Leia Esporte

NOVA YORK, EUA - A Colômbia emergiu como a seleção sul-americana de maior destaque na segunda rodada da Copa do Mundo de 2026, impressionando pela sua abordagem tática. O diferencial reside na forma como a equipe lida com seu principal jogador, James Rodríguez, evidenciando que o sucesso coletivo não é refém de uma única estrela.

Esta evolução estratégica foi impulsionada por um período desafiador em março, na última Data Fifa antes do Mundial. Após uma derrota equilibrada para a Croácia, a seleção colombiana sofreu um revés considerável ao perder por 3 a 1 para a França, mesmo com os franceses utilizando suas reservas, expondo vulnerabilidades táticas.

A Revolução Tática de Nestor Lorenzo

O revés contra a França forçou o técnico Nestor Lorenzo a repensar a estrutura da equipe. O modelo anterior, construído sobre a conexão entre James Rodríguez e Luis Diaz, apresentava riscos de desequilíbrio. A entrada de Gustavo Puerta no meio-campo, em lugar de Richard Rios, trouxe maior dinamismo e adaptabilidade ao esquema tático, equilibrando o setor.

A mudança mais significativa foi filosófica: James Rodríguez passou a ter responsabilidades defensivas maiores, não sendo mais um "jogador de luxo". Devido à idade e inatividade em clubes, ele foi substituído entre os minutos 57 e 75 nos três jogos da fase de grupos, e até no intervalo contra Gana, por questões táticas e coletivas, apesar de um vírus que afetou o elenco.

Colômbia na Contramão da Tendência Global

A postura de Lorenzo envia um claro aviso de que o time não é refém de uma estrela veterana. Essa estratégia coloca a Colômbia na contramão de uma forte tendência no futebol moderno, onde o foco no grande craque é predominante, exemplificado pela dependência em torno de nomes como Cristiano Ronaldo e Neymar, diferentemente de um Lionel Messi, que, aos 39, ainda se encaixa na estrutura argentina.

Escrito por Redação Leia Esporte