Conmebol Adota Neutralidade em Plano da FIFA para Venda de Ações de Competições
A Conmebol divulgou sua posição sobre o plano da FIFA de vender ações de suas competições para investidores privados, mantendo uma postura neutra. A entidade sul-americana, a última a se manifestar globalmente, prioriza os valores do futebol, mas reconhece a necessidade de decisões comerciais. Diferente da UEFA, que repudiou a proposta, a Conmebol busca diálogo com a FIFA para entender os detalhes antes de uma decisão final.

São Paulo, Brasil/SP - A Conmebol, entidade máxima do futebol sul-americano, divulgou nesta sexta-feira (31/7) sua posição oficial sobre o polêmico plano da FIFA de comercializar ações de suas competições para investidores privados. A confederação, que foi a última do mundo a se manifestar publicamente sobre o assunto, adotou uma postura de neutralidade diante da proposta.
Em nota, a Conmebol reafirmou que sua principal prioridade "será sempre o futebol: seus valores, seu pessoal e a paixão que o torna o esporte mais popular do mundo". A entidade reconheceu que o desenvolvimento do esporte exige decisões comerciais e financeiras, mas ressaltou que estas "devem sempre servir ao esporte e nunca se sobrepor à sua essência".
Diferenças na Abordagem Continental
A postura neutra da Conmebol contrasta significativamente com a de outras confederações, notadamente a UEFA. A entidade europeia já havia repudiado veementemente o plano da FIFA, chegando a ameaçar um boicote caso o projeto de venda de ações seguisse adiante.
Apesar de seu posicionamento inicial, a Conmebol declarou a intenção de se reunir com representantes da FIFA. O objetivo é aprofundar o entendimento sobre a proposta e suas implicações, buscando clareza antes de qualquer decisão definitiva sobre o apoio ou não à iniciativa.
Detalhes do Projeto Global da FIFA
O plano da FIFA, proposto pelo seu presidente Gianni Infantino, envolve a criação da Fifa Forward Enterprise (FFE), uma nova empresa encarregada da gestão comercial das competições globais. A FFE seria de capital aberto, permitindo a aquisição de até 20% de suas ações por investidores privados, em um negócio avaliado em até US$ 4,2 bilhões de um total estimado em US$ 20 bilhões. Joshua Kushner, da Thrive Eternal, é cotado para liderar o grupo de investidores. Para ser efetivado, o projeto necessita da aprovação das 211 federações associadas à FIFA.