Copa 2026: Fifa Adota Medidas Contra Extremos Climáticos e Adapta Calendário de Jogos
A Copa do Mundo de 2026 tem sido marcada pela adaptação a condições climáticas extremas, desde altas temperaturas a tempestades severas. A Fifa implementou protocolos obrigatórios, como pausas para hidratação e bancos de reservas climatizados, para proteger atletas. A federação também ajustou horários de partidas e priorizou estádios com climatização para mitigar riscos à saúde.

BRASÍLIA, BRASIL - A Copa do Mundo de 2026 tem confrontado a organização com desafios climáticos significativos, gerando um debate sobre o impacto do verão no hemisfério norte. Antes do torneio, a Fifa já expressava preocupações com as altas temperaturas, após críticas intensas no Mundial de Clubes de 2025, sediado nos Estados Unidos, onde jogadores alertaram para o calor excessivo.
Para mitigar os riscos à saúde dos atletas, a entidade máxima do futebol tornou obrigatória uma pausa de hidratação de três minutos em cada tempo de jogo, aos 22 e perto dos 67 minutos. Além disso, foram instalados bancos de reservas climatizados para comissões técnicas e jogadores, medidas aplicadas em todas as partidas, independentemente do local.
Gerenciamento do Calor e Protocolos de Saúde
A eficácia das ações foi monitorada pelo índice WBGT (temperatura de bulbo úmido e globo), que avalia o impacto real do calor no corpo humano. A Fifa optou por modificar o calendário, realocando partidas de horários de pico de calor para arenas mais modernas e climatizadas, buscando otimizar as condições de jogo.
Apesar das adaptações, uma análise da agência Reuters revelou que 35 das 94 primeiras partidas superaram o limite de 26°C WBGT recomendado pela FIFPro para pausas de resfriamento, com 27 jogos ultrapassando os 28°C. Curiosamente, a maioria dessas partidas ocorreu em estádios cobertos e climatizados, indicando a persistência do desafio mesmo com a infraestrutura avançada.
Protocolos para Condições Adversas e Interrupções
Além do calor, a Copa do Mundo também enfrentou mau tempo, ativando protocolos de segurança para interrupções. Partidas são paralisadas por pelo menos 30 minutos se raios forem detectados num raio de 13 a 16 quilômetros do estádio. Exemplos incluem os atrasos nos jogos México e Equador, e a interrupção por duas horas de França e Noruega, demonstrando a necessidade de flexibilidade no planejamento.