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Duckens Nazon: Fuga de Bombardeios e Dilemas Pessoais Rumo à Copa pelo Haiti

O atacante Duckens Nazon, artilheiro histórico do Haiti, superou uma série de adversidades para levar sua seleção à Copa do Mundo de 2026. Ele enfrentou bombardeios no Irã e um crucial dilema familiar, que quase o impediu de jogar a partida decisiva da Eliminatória. Sua jornada de resiliência e sacrifício pessoal culmina na representação do Haiti no maior palco do futebol mundial, a primeira desde 1974.

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Duckens Nazon: Fuga de Bombardeios e Dilemas Pessoais Rumo à Copa pelo Haiti
Foto: Reprodução / Leia Esporte

Porto Príncipe, Haiti – A saga de Duckens Nazon, maior artilheiro da seleção haitiana, é um testemunho de resiliência e dedicação. O atacante, de 32 anos, superou uma série de obstáculos, incluindo bombardeios no Irã e um dilema familiar significativo, para liderar o Haiti de volta à Copa do Mundo de 2026, a primeira vez desde 1974. A nação insular, assolada por conflitos internos e disputando todas as Eliminatórias fora de casa, encontrou em Nazon um de seus principais heróis.

Nascido na França, mas filho de pais haitianos, Nazon escolheu representar o Haiti internacionalmente, defendendo as cores caribenhas desde 2015. Sua carreira, construída em diversos clubes europeus como "peregrino", não o impediu de sonhar em levar os Grenadiers ao Mundial. Em um grupo das Eliminatórias com Honduras e Costa Rica como favoritas, a equipe haitiana jogou suas partidas em Curaçao, devido à situação interna do país.

Dilemas Pessoais e Triunfo na Classificação

O momento decisivo para a classificação ocorreu em setembro de 2025, no confronto crucial contra a Costa Rica. Às vésperas da partida, Nazon cogitou deixar a delegação para acompanhar o nascimento de seu filho. Convencido pelo técnico Sébastien Migné a permanecer, o atacante, que era reserva no confronto, entrou e marcou três gols no empate em 3 a 3, um resultado vital para as aspirações do Haiti na competição.

Apesar do sacrifício pessoal e da impossibilidade inicial de acompanhar o parto de sua filha Leya, Nazon conseguiu chegar a tempo da cirurgia. Ele considerou o hat-trick como uma recompensa por seu ato puro e sincero em prol do país. Com 44 gols em 76 jogos, sua performance destacou a importância de seu papel como embaixador e exemplo para os jovens haitianos, conforme declarado à "BBC".

Fuga do Irã e Preparação para o Mundial

Antes da Copa do Mundo, o atacante enfrentou outro desafio dramático. Enquanto jogava pelo Esteghlal no Irã, Nazon precisou fugir do país por terra, via Azerbaijão, em meio a bombardeios dos Estados Unidos e de Israel. Com as fronteiras e aeroportos fechados, ele viu bombas caírem e contatou a embaixada francesa para assistência. Desde então, ele tem se preparado individualmente para o Mundial, monitorado pela seleção haitiana, que o convocou para o torneio no Canadá, Estados Unidos e México, onde enfrentarão Brasil, Marrocos e Escócia no Grupo C.

Escrito por Redação Leia Esporte