Fabián Ruiz e Olmo brilham e Espanha avança à final da Copa do Mundo 2026
A Espanha garantiu sua vaga na final da Copa do Mundo de 2026 ao superar a França por 2 a 0 na semifinal. A vitória, construída na última terça-feira, teve no meio-campo a chave para o sucesso. As atuações de Fabián Ruiz e Dani Olmo foram cruciais para a equipe de Luis de la Fuente, que optou por deixar Pedri no banco.

DALLAS, EUA - A seleção espanhola carimbou seu passaporte para a final da Copa do Mundo de 2026 ao vencer a França por 2 a 0 na última terça-feira. O confronto, válido pela semifinal, teve no meio-campo o setor decisivo para o triunfo da equipe de Luis de la Fuente, que surpreendeu ao não escalar Pedri entre os titulares.
O craque do Barcelona, um dos maiores talentos do futebol mundial, permaneceu no banco de reservas tanto nas quartas de final, contra a Bélgica, quanto na semifinal. A decisão de preterir Pedri em favor de Fabián Ruiz no time inicial mostrou-se acertada mais uma vez, consolidando a estratégia do treinador.
A Firmeza de Fabián Ruiz no Meio-Campo
Enquanto Pedri é um mestre na interpretação do Jogo de Posição e na retenção qualificada da posse, o cenário contra uma França fisicamente imponente exigiu uma abordagem distinta. Fabián Ruiz, com seus 1,89m e imposição física, provou ser a peça ideal para combater a força adversária em um jogo de transições intensas.
O camisa 8 demonstrou sua relevância com sete recuperações de bola e venceu cinco dos seis duelos defensivos que disputou, sofrendo apenas uma falta. Sua capacidade de sustentar a pressão com a bola, registrando 22 conduções (163 metros totais, 71 metros progressivos), foi fundamental para a construção espanhola.
A Dinâmica Criativa de Dani Olmo
A dupla com Rodri, um ‘tanque’ defensivo de 1,91m e grande organizador com a bola, transformou o meio-campo espanhol em um bastião de solidez física e qualidade. À frente deles, Dani Olmo atuou como um ‘camisa 10’ moderno, com liberdade para interpretar espaços, auxiliando na construção e atacando o terço final.
A capacidade associativa de Olmo permitiu a criação de superioridade numérica com Lamine Yamal e a busca por passes em profundidade. Sua movimentação entre zagueiros, atuando como pivô, resultou na assistência para o segundo gol de Pedro Porro. A aposta de Luis de la Fuente nessas convicções conduziu a Espanha à grande final.