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Luis Enrique: A Revolução Pragmatista que Levou o PSG ao Bicampeonato da Champions

Luis Enrique conduziu o Paris Saint-Germain à conquista da Champions League pela segunda vez consecutiva, consolidando o clube em um novo patamar europeu. O treinador espanhol demonstrou uma clara evolução em sua filosofia, adaptando-se para além da posse de bola. Esta transformação marca um contraste notável com suas passagens anteriores por Barcelona e pela seleção espanhola, priorizando agora um jogo mais pragmático e adaptável.

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Luis Enrique: A Revolução Pragmatista que Levou o PSG ao Bicampeonato da Champions
Foto: Reprodução / Leia Esporte

PARIS, FRANÇA - Luis Enrique comandou o Paris Saint-Germain a uma conquista inédita da Champions League pela segunda vez consecutiva, elevando o clube a uma nova prateleira no cenário do futebol europeu. Este feito não só engrandece o Paris, mas também sublinha a transformação do próprio treinador.

A mudança de postura de Luis Enrique, em comparação com seus tempos no Barcelona e na seleção espanhola, é evidente. Ele abandonou a ideia fixa de posse de bola a todo custo, adotando uma abordagem mais pragmática e adaptável para alcançar a vitória.

A Nova Filosofia em Campo

Ao longo dos últimos três anos, o PSG demonstrou um pragmatismo e uma adaptabilidade cruciais, uma fórmula para vencer jogos mesmo como 'o time a ser batido'. Além da dominância pela posse, a equipe de Luis Enrique exibiu repertório para defender e um ímpeto notável em duelos, características que se destacaram nas duas conquistas europeias.

A transformação é reforçada por declarações passadas e presentes do treinador. Enquanto em 2024 afirmava que seus times jogavam com a posse para fazer o adversário correr, após a classificação contra o Bayern de Munique nas semifinais, ele declarou: “Estamos prontos para qualquer tipo de partida […] Se tivermos que defender em um bloco baixo durante a maior parte da partida, podemos conseguir.”

Reconhecimento e Coletivo

O novo estilo, que mescla movimentação, intensidade e capacidade de pressão dos atacantes, é reconhecido pelos adversários. Arne Slot, técnico do Liverpool, após a eliminação para o Paris nas quartas de final da Champions League, observou: “Há elementos do seu jogo que tornam o PSG especial.” Essa abordagem híbrida, aliada à capacidade de lidar com a pressão e ao investimento no coletivo em detrimento de uma super estrela, como já foi o caso de Lionel Messi ou Kylian Mbappé, sedimenta o sucesso do PSG de Luis Enrique.

Escrito por Redação Leia Esporte