Mbappé critica 'cultura da reclamação' francesa e mira recorde histórico na Copa
Kylian Mbappé aborda a exigência da torcida francesa e seu papel como cidadão em entrevista. O atacante do Real Madrid, em meio a uma crise no clube, se prepara para seu terceiro Mundial. Ele expressa ambição de se tornar o maior artilheiro da história da competição. Mbappé também reitera sua posição contra o extremismo político no país.

Madri, Espanha - O atacante Kylian Mbappé, astro do Real Madrid, concedeu uma entrevista à revista ‘Vanity Fair Espanha’ abordando diversos temas, desde sua preparação para a terceira Copa do Mundo até seu posicionamento como cidadão frente a questões sociais. O jogador expressou o desejo de se tornar o maior artilheiro da história do torneio.
Com 12 gols marcados em 14 jogos nas edições de 2018 e 2022, Mbappé almeja superar Miroslav Klose, detentor do recorde com 16 gols. Em um momento de crise no clube merengue, o francês se foca na representação de seu país, um papel que considera parte da elite do futebol internacional.
Visão sobre a exigência francesa
Na entrevista, o jogador detalhou a natureza exigente da torcida francesa. Ele destacou que a cultura nacional é marcada pela constante insatisfação e crítica, incluindo a si mesmo: "Os franceses adoram reclamar. Os franceses adoram estar descontentes. Somos franceses."
Mbappé ressaltou que, embora exista um lado negativo, a França é um país fantástico que inspira o mundo com seus valores e cultura. Ele mencionou a percepção de que "os franceses tentaram derrubar todos os seus jogadores", mas acredita que as novas gerações buscam uma mudança nessa mentalidade.
O papel do atleta-cidadão
O atleta reafirmou seu direito de expressar opiniões sobre política, lembrando sua postura na Eurocopa 2024 ao lado de Marcus Thuram contra o avanço da extrema-direita. Mbappé defendeu que jogadores, por serem cidadãos, não podem se alhear de questões sociais e políticas que afetam o país.