Messi, aos 39, ressurge como ponta e lidera Argentina à final da Copa
Lionel Messi, aos 39 anos, surpreende na Copa do Mundo de 2026 ao retornar à sua antiga função de ponta direita. O camisa 10 argentino se tornou o principal motor da Albiceleste, levando-a à final do torneio. Sua performance estatística e tática supera edições anteriores, consolidando uma possível última dança histórica.

BRASÍLIA, BRASIL - Lionel Messi, aos 39 anos, desafia prognósticos e se reinventa na Copa do Mundo de 2026, conduzindo a seleção argentina a mais uma final do torneio. A surpresa se dá pela exibição de uma versão decisiva do craque, remetendo aos seus tempos áureos de ponta no Barcelona, apesar da idade avançada.
O camisa 10 da Albiceleste tem sido um fenômeno estatístico, atingindo a marca de oito gols, quatro assistências e doze participações diretas em gols, números que o colocam como líder histórico em uma única edição de Mundial. Mesmo atuando no futebol dos Estados Unidos desde 2023, Messi demonstra uma capacidade física e decisória que evita o desgaste visto em outros rivais da carreira.
Revolução Tática no Final
A grande chave para o sucesso de Messi tem sido sua mudança tática, especialmente nos momentos cruciais das partidas. O craque passou a atuar como um ponta direita, função que exerceu no início de sua carreira, buscando espaços e fugindo da marcação central. Essa movimentação, muitas vezes vista nos últimos quinze a vinte minutos dos jogos, permite que ele receba a bola em setores menos congestionados, atraindo marcadores e criando superioridade numérica.
A trajetória da Argentina no mata-mata não foi simples, enfrentando prorrogações contra Cabo Verde, viradas emocionantes diante do Egito e um jogo apertado com a Suíça. Na semifinal contra a Inglaterra, a Albiceleste garantiu a vaga com dois gols nos acréscimos do segundo tempo, evidenciando a capacidade de superação do elenco, impulsionada pela genialidade de Messi.
Decisões Cruciais da Ala
A eficácia do Messi-ponta foi crucial em diversos momentos decisivos. Contra o Egito, após um pênalti perdido e um jogo abaixo, ele recuou para a ponta, cruzou para Cristian Romero diminuir e, em seguida, marcou o gol de empate. Na semifinal contra a Inglaterra, a partir dessa mesma posição, iniciou a jogada que culminou no golaço de Enzo Fernández e deu a assistência para o gol da vitória de Lautaro Martínez, reforçando sua liderança em dribles e duelos ganhos no chão nesta Copa, com 25 e 51, respectivamente.