Mourinho retorna ao Real Madrid: histórico de atritos levanta dúvidas sobre gestão de vestiário
O iminente retorno de José Mourinho ao Real Madrid, em 17 de maio de 2026, visa apaziguar um vestiário conturbado. Contudo, sua primeira passagem (2010-2013) foi marcada por intensos atritos com estrelas como Casillas, Sergio Ramos e Cristiano Ronaldo. A gestão do técnico português, que causou desgaste com diversos atletas, levanta questionamentos sobre sua capacidade de tranquilizar o ambiente atual.

MADRI, ESPANHA - O retorno iminente de José Mourinho ao Real Madrid para a próxima temporada, a partir de 17 de maio de 2026, surge com a missão de apaziguar um vestiário em ebulição. Nas últimas semanas, o clube registrou três conflitos distintos, envolvendo jogadores e membros da comissão técnica de Álvaro Arbeloa.
Apesar de ser um nome de autoridade, a primeira passagem do técnico português pelos Merengues, entre 2010 e 2013, foi amplamente documentada por discussões e tensões internas. Naquela época, o "Special One" acumulou atritos com figuras importantes do elenco.
Atritos com Ídolos e Estrelas
Entre os mais emblemáticos estava Iker Casillas. O goleiro, ídolo merengue, teve sua relação com Mourinho deteriorada a partir de 2011, em meio à rivalidade acirrada com o Barcelona. O técnico não via com bons olhos os supostos contatos de Casillas com Puyol e Xavi para acalmar ânimos e o acusava de vazar informações internas, culminando na sua ida para o banco em 2013, com Diego López assumindo a meta.
Sergio Ramos também enfrentou problemas, especialmente por sua preocupação em manter o bom clima na seleção espanhola, campeã mundial e europeia. Cristiano Ronaldo, por sua vez, teve um confronto físico evitado por colegas após uma bronca de Mourinho pela pouca dedicação defensiva. O zagueiro Pepe viu sua relação azedar ao defender Casillas e ser publicamente criticado pelo treinador, que o comparou a um "garoto de 19 anos" (Varane) que o havia superado.
Choques com o Setor Ofensivo
No setor ofensivo, Mesut Özil revelou ter sido duramente cobrado por Mourinho, que questionava sua dedicação e empenho. Karim Benzema se sentiu desrespeitado após ser comparado a um "gato" pelo técnico, em uma crítica à sua postura em campo. Kaká, por sua vez, ouviu de Mourinho, em reunião com seu pai, que "atrapalhava seu projeto" e que o treinador "não queria contar" com ele, evidenciando um período difícil para o brasileiro no clube.