Perito em julgamento de Maradona levanta hipótese de Covid e contesta agonia prolongada
O perito oficial Pablo Ferrari, durante depoimento, não descartou a Covid como causa da morte de Diego Maradona, ocorrida em plena pandemia. Ele também contestou a tese de que o ídolo argentino teria agonizado por 12 horas, afirmando que o período agônico foi súbito e breve. Suas conclusões diferem das apresentadas anteriormente pela junta médica e pela acusação no Tribunal de San Isidro.

SAN ISIDRO, ARGENTINA - O perito oficial Pablo Ferrari, durante depoimento nesta terça-feira (22/9) ao Tribunal Oral Criminal nº 7 de San Isidro, levantou a possibilidade de Diego Maradona ter falecido por Covid-19. Além disso, Ferrari contestou a versão de que o ídolo argentino teria passado 12 horas em agonia antes de seu falecimento.
O profissional da Assessoria Pericial de San Isidro argumentou que a Covid-19, em plena pandemia, poderia provocar uma evolução rápida e causar óbito em poucas horas, tornando inviável descartar a doença como um fator determinante na morte do ex-camisa 10.
Novas Perspectivas Sobre a Causa da Morte
Ferrari reforçou que o período agônico de Maradona foi breve, estimado em poucos minutos a escassas horas, e não prolongado. Ele descreveu que Maradona sofreu um infarto, teve arritmia e um edema agudo de pulmão que o sufocou subitamente, refutando a tese de longas horas de sofrimento.
Apesar de uma piora leve entre 2018 e 2019 e alterações significativas em 2020, o perito avaliou que a situação clínica de Maradona, antes do evento fatal, não demandava emergência. Ele ainda destacou que o acúmulo de líquido nos pulmões ocorreu em curto espaço de tempo.
Desenrolar do Processo Judicial
As conclusões de Pablo Ferrari apresentam notáveis diferenças em relação à versão da junta médica de 20 profissionais e da acusação, que defendem a tese da agonia prolongada. O perito, no entanto, admitiu não ter lido o relatório médico completo de Maradona, citando partes ilegíveis escritas à mão. Ferrari é o 74º depoente em 44 audiências, e o julgamento prossegue com a expectativa de novos depoimentos dos réus em 29 de setembro, seguidos pelas alegações finais da acusação entre 8 e 14 de outubro, e da defesa entre 20 e 22 do mesmo mês.