Plano da FIFA de Infantino Ameaçou Futebol Feminino e expôs sua Vulnerabilidade
Ameaça de boicote da UEFA a um plano de Gianni Infantino de vender participações na Copa do Mundo poderia ter impactado competições femininas já neste ano. A jornalista Suzanne Wrack analisou ao "The Guardian" que a modalidade foi colocada na linha de frente das ações prejudiciais. O incidente serve como um alerta para o futuro do esporte, apesar do plano ter sido abortado.

BRASÍLIA, BRASIL/DF - A recente ameaça de boicote da UEFA a planos da FIFA de vender participações na Copa do Mundo expôs a vulnerabilidade do futebol feminino. O plano fracassado do presidente Gianni Infantino, que visava a entrada de investidores privados, gerou insatisfação e uma paralisia no cenário global do futebol.
Para a jornalista Suzanne Wrack, em análise ao “The Guardian”, a modalidade feminina foi colocada na linha de frente das ações prejudiciais da FIFA. Caso o boicote europeu tivesse sido concretizado, as primeiras competições afetadas seriam a Copa do Mundo Feminina Sub-20 na Polônia, a Copa do Mundo Feminina Sub-17, as eliminatórias da UEFA para o torneio principal e, posteriormente, a Copa do Mundo Feminina de 2027 no Brasil.
Futebol Feminino em Jogo: Receita e Desenvolvimento
Wrack enfatizou que a ausência das seleções no Mundial Feminino teria sido catastrófica, atrasando o progresso da modalidade em muito mais de quatro anos, principalmente em países-sede em desenvolvimento. A Copa do Mundo Feminina de 2023 foi a primeira a atingir o ponto de equilíbrio financeiro, gerando mais de US$ 570 milhões em receita. A FIFA projeta arrecadar US$ 1 bilhão na edição de 2027.
A jornalista atribuiu a Infantino a responsabilidade pela timing que colocou o futebol feminino em risco, destacando que a Uefa agiu corretamente ao usar todas as competições como parte de sua estratégia. A gestão de Infantino, embora tenha impulsionado investimentos na modalidade, ainda apresenta inconsistências, como sua menor presença na Copa do Mundo Feminina de 2023 em comparação com as edições masculinas de 2022 e 2026.
Alerta para o Futuro do Esporte
Para Suzanne Wrack, apesar de o boicote não ter se concretizado e o futebol feminino não ter pago um preço tão alto, o episódio serve como um alerta crucial. Ele ressalta a importância de vigilância para todos os envolvidos no desenvolvimento e futuro do futebol, tanto feminino quanto masculino.