Futebol

Protestos Interrompem Amistoso na Irlanda; Coleman Critica Pressão por Jogos Contra Israel

Os protestos marcaram um amistoso da Irlanda contra o Catar em Dublin, resultando na paralisação da partida. O lateral Seamus Coleman expressou seu desconforto com os próximos jogos de sua seleção contra Israel, argumentando que a responsabilidade por tais decisões deve ser das entidades organizadoras e não dos atletas. Apesar da pressão crescente e das manifestações, a Federação Irlandesa de Futebol (FAI) confirmou que os confrontos pela Liga das Nações irão acontecer.

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Protestos Interrompem Amistoso na Irlanda; Coleman Critica Pressão por Jogos Contra Israel
Foto: Reprodução / Leia Esporte

DUBLIN, IRLANDA - Nesta quinta-feira (28), um amistoso entre Irlanda e Catar, disputado na capital Dublin, foi palco de intensos protestos, culminando na paralisação da partida. A manifestação se deu em repúdio aos próximos confrontos da seleção irlandesa contra Israel pela Liga das Nações, previstos para outubro.

Antes do duelo, o lateral-direito Seamus Coleman, em fase final de sua passagem pelo Everton, expressou seu desconforto com a situação. Ele defendeu que os questionamentos sobre os jogos não deveriam recair sobre os atletas, mas sim sobre as entidades organizadoras dos eventos esportivos.

Declarações e Pressão sobre Atletas

Durante o jogo contra o Catar, a torcida arremessou bolas com bandeiras da Palestina no gramado e entoou cânticos de "stop the game", reforçando o coro contra a realização das partidas. A pressão por um boicote tem aumentado na Irlanda, impulsionada pela situação no Oriente Médio e por protestos como o realizado no Parlamento irlandês dias antes.

Coleman reiterou que a situação é "extremamente triste" e "muito desconfortável", lamentando que jogadores jovens sejam expostos a tamanha pressão por decisões que não lhes competem. Ele enfatizou que os atletas representam o povo da Irlanda e devem considerar a opinião pública.

Federação Mantém Posição e Campanha Cresce

A Federação Irlandesa de Futebol (FAI), por meio de seu diretor executivo David Courell, confirmou que os jogos contra Israel serão mantidos, seguindo as diretrizes governamentais. Courell afirmou que, na ausência de sanções contra o Estado de Israel, a decisão de realizar as partidas é mantida.

Contrariando a posição da FAI, o capitão da equipe, Nathan Collins, do Brentford, havia declarado no início da semana que não haveria oposição dos jogadores mais experientes caso houvesse motivação para boicotar os jogos. Enquanto isso, a organização Irish Sport For Palestine lançou a campanha "Stop The Game", alegando violações dos estatutos da Uefa e da Fifa em relação a equipes israelenses atuando em territórios ocupados, e o apelo por boicotes tende a crescer com a proximidade dos confrontos.

Escrito por Redação Leia Esporte