Salário de Guardiola afasta acordo com Itália; Federação considera valor inviável
O sonho da Federação Italiana de ter Pep Guardiola como técnico da seleção enfrenta um obstáculo financeiro. O treinador espanhol solicitou um salário anual de 20 milhões de euros. Este valor, que dobraria o orçamento da entidade, foi considerado inviável pela Itália.

ROMA, ITÁLIA - O acerto entre o técnico Pep Guardiola e a Federação Italiana de Futebol se tornou mais distante nos últimos dias, conforme apurado pelo jornal La Gazzetta dello Sport. O motivo reside nas altas cifras salariais solicitadas pelo treinador espanhol.
Guardiola teria pedido um montante de 20 milhões de euros por temporada, equivalente a aproximadamente 115 milhões de reais na cotação atual. Este valor é considerado inviável pela entidade italiana, que busca um novo comando técnico.
Obstáculo Financeiro
A Federação Italiana opera com um orçamento anual destinado ao salário do treinador que ronda os 10 milhões de euros, cerca de 57 milhões de reais. A quantia pedida por Guardiola representa o dobro desse limite orçamentário estabelecido.
Se o pedido salarial fosse aceito, Pep Guardiola se consagraria como o treinador de seleções mais bem pago do mundo, um patamar financeiro sem precedentes na gestão de equipes nacionais. A informação realça a dimensão da proposta.
Comparações Milionárias
O valor solicitado por Guardiola é exatamente dez vezes superior ao salário de Luis de la Fuente, técnico campeão da Copa do Mundo, Eurocopa e Nations League com a Espanha. Além disso, a pedida supera o rendimento de Carlo Ancelotti, que recebe cerca de 9,5 milhões de euros por ano à frente da Seleção Brasileira, evidenciando a grandiosidade da demanda financeira.