Tunísia busca dignidade na Copa 2026 e foge de vexame histórico contra Países Baixos
A Tunísia encerra sua participação na Copa do Mundo 2026 já eliminada, buscando evitar um lugar nas piores campanhas da história. Após duas derrotas acachapantes e um saldo de gols alarmante, a seleção enfrenta os Países Baixos nesta quinta-feira. O objetivo é salvar a honra em meio a uma profunda crise institucional.

DA REDAÇÃO, BRASIL - A Tunísia entra em campo nesta quinta-feira, às 20h (de Brasília), contra os Países Baixos, já eliminada da Copa do Mundo 2026, com um único e crucial objetivo: evitar o vexame de figurar entre as piores campanhas da história do torneio.
A campanha tunisiana tem sido um pesadelo, com derrotas por 5 a 1 para a Suécia e 4 a 0 para o Japão. Em meio a um balanço catastrófico de zero ponto, nove gols sofridos, um marcado e saldo negativo de oito, a chegada de Hervé Renard ao comando técnico, após a demissão de Sabri Lamouchi em apenas um jogo, não alterou o panorama desolador.
O fantasma das piores campanhas
No contexto africano, a comparação mais dolorosa remete ao Zaire de 1974, que terminou sua estreia em Copas sem gols e com 14 sofridos, incluindo um 9 a 0 para a Iugoslávia. Embora o gol de Omar Rekik contra a Suécia tenha preservado o saldo ofensivo da Tunísia, os números atuais continuam alarmantes.
Uma derrota por três gols de diferença para os Países Baixos empurraria o saldo tunisiano para -11, igualando a Coreia do Norte de 2010. Um placar ainda pior, por quatro gols, faria o saldo cair para -12, colocando a Tunísia ao lado do Haiti de 1974 e do El Salvador de 1982, este último com uma derrota de 10 a 1 para a Hungria.
Crise institucional e o desafio final
A situação é agravada por uma profunda crise institucional, marcada pela demissão abrupta de Lamouchi, a chegada precipitada de Renard e as críticas públicas de jogadores e tensões na federação. Os Países Baixos, que golearam a Suécia por 5 a 1 e ainda buscam garantir a liderança do grupo, não pouparão esforços. Para Renard e seus comandados, o jogo final é a última chance de deixar o Mundial com um mínimo de dignidade e salvar a honra do futebol tunisiano.