Zidane, técnico da França, revisita 2006: reencontro com Itália e o incidente Materazzi
Zinedine Zidane, agora técnico da seleção francesa, se prepara para enfrentar a Itália. O confronto traz à tona memórias da final da Copa do Mundo de 2006, incluindo o famoso incidente com Marco Materazzi. Zidane avaliou o passado e presente do futebol italiano e expressou seu sentimento sobre o episódio marcante.

PARIS, FRANÇA - Zinedine Zidane, em sua primeira entrevista como técnico da seleção francesa antes de enfrentar a Itália, revisitou um dos momentos mais marcantes de sua carreira. Quase duas décadas após a cabeçada em Marco Materazzi na final da Copa do Mundo de 2006, o ex-meia admitiu não se orgulhar, mas também não carregar arrependimento pelo episódio que encerrou sua trajetória como jogador.
O reencontro com a Itália tem um significado profundo para Zidane, não apenas pelo Mundial de 2006, mas também por sua passagem pela Juventus. Desta vez, contudo, ele assume o papel de comandante da França, em um novo capítulo de sua carreira.
A Cabeçada de 2006 e a Cultura Tática Italiana
"Não me orgulho do que fiz, mas minha carreira não é só esse momento. Nunca mais falei com Materazzi", declarou Zidane, que acrescentou: "Não tenho orgulho do que fiz, mas não me arrependo. Faz parte da minha trajetória e, na vida, vale para todo mundo, a gente nem sempre faz só coisas boas." Ele também ressaltou a influência tática que a Itália e nomes como Marcello Lippi tiveram em sua formação como atleta e treinador.
A partida contra a Itália marca o início de uma nova etapa para Zidane, após um período sabático depois de conquistar três Ligas dos Campeões com o Real Madrid entre 2016 e 2018. Assumir a seleção francesa era um desejo antigo, e ele vê o retorno, motivado pela expulsão de 2006, como um sonho realizado e um dos primeiros grandes testes de sua gestão.
O Momento Atual da Azzurra e o Reencontro em Campo
Apesar de reconhecer a crise no futebol italiano, que ficou fora das últimas três Copas do Mundo (2018, 2022 e 2026), Zidane evita subestimar o adversário. "A Itália é uma grande nação do futebol, é estranho não vê-los em três Copas seguidas... mas em um único jogo tudo pode acontecer", afirmou. Do lado francês, Ousmane Dembélé será o capitão na ausência de Kylian Mbappé.