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Cuba se prepara para possível 'agressão' dos EUA em meio a sanções e crise energética

O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, declarou que o país se prepara para uma possível agressão dos Estados Unidos. A declaração ocorre em meio a uma crise energética e isolamento econômico imposto pelas sanções do atual presidente Donald Trump, que demonstra interesse em promover uma mudança de regime na ilha. Cuba lançou um plano de defesa e reitera que seu sistema político não é negociável.

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Cuba se prepara para possível 'agressão' dos EUA em meio a sanções e crise energética
Foto: Reprodução / Leia Brasil

HAVANA, CUBA - O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, afirmou na 6ª feira (20.mar.2026) que o país se prepara para uma possível agressão dos Estados Unidos. A declaração foi feita durante um evento em Havana, onde ativistas estrangeiros entregaram ajuda humanitária à ilha, que enfrenta uma grave crise econômica e energética.

Ameaça dos EUA e Sanções

No encontro, Díaz-Canel mencionou o atual presidente dos EUA, Donald Trump (Republicanos), destacando que toda a pressão possível já foi exercida sobre Havana. Esta pressão se manifesta através do isolamento econômico e das sanções impostas por Washington. Segundo o líder cubano, a única opção restante para os EUA seria 'tomar o poder e destruir tudo'.

O governo republicano de Donald Trump considera Cuba uma 'ameaça excepcional', citando seus vínculos com Rússia, China e Irã. O 47º presidente dos EUA tem demonstrado abertamente interesse em promover uma mudança de regime no país caribenho e já indicou que haverá consequências caso Havana se recuse a negociar.

Plano de Defesa e Recusa em Negociar

Em resposta ao cenário de ameaça, o governo cubano lançou um plano de defesa baseado no conceito de 'guerra de todo o povo'. Díaz-Canel caracterizou a estratégia como defensiva, não agressiva, e enfatizou a união da liderança revolucionária de Cuba na tomada coletiva de decisões.

Carlos Fernández de Cossío, vice-ministro das Relações Exteriores de Cuba, reiterou que o sistema político e a presidência do país não estão sujeitos a negociação com os EUA. Esta posição surge em resposta a reportagens de veículos como o USA Today e o The New York Times, que sugerem a intenção norte-americana de incluir a saída do líder cubano e mudanças no sistema político em um eventual acordo.

Crise Energética e Bloqueio de Petróleo

As tratativas e o ambiente de tensão ocorrem em um contexto de bloqueio de petróleo imposto por Donald Trump, que desencadeou uma crise energética e paralisou a economia cubana. A situação piorou após Washington interromper o envio de petróleo da Venezuela, principal fornecedor da ilha.

Escrito por Redação Leia Brasil