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Gilmar Mendes Critica 'Pré-Julgamento' e Vazamentos em Caso Daniel Vorcaro

O decano do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, expressou ressalvas à decisão que manteve a prisão preventiva de Daniel Vorcaro, fundador do Master, criticando o vazamento de sigilos e um 'pré-julgamento' baseado em 'reminiscências lava-jatistas'. A 2ª Turma do STF confirmou a manutenção da prisão nesta sexta-feira (20.mar.2026).

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Gilmar Mendes Critica 'Pré-Julgamento' e Vazamentos em Caso Daniel Vorcaro
Foto: Reprodução / Leia Brasil
BRASÍLIA, DF -

O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), acompanhou com ressalvas a decisão do ministro André Mendonça para manter a prisão preventiva de Daniel Vorcaro, fundador do Master. Em seu voto, divulgado nesta 6ª feira (20.mar.2026), o ministro criticou um pré-julgamento contra o ex-banqueiro após o vazamento de mensagens de seu celular, citando “reminiscências lava-jatistas”.

Críticas a Vazamentos e Pressão Midiática

Gilmar Mendes alertou sobre os riscos de casos midiáticos: “Nada obstante, no julgamento de casos midiáticos ou rumorosos em geral, infelizmente não é incomum que a análise técnico-jurídica ceda às pressões estabelecidas pela mídia e pela opinião pública”, afirmou.

Manutenção da Prisão Preventiva

A 2ª Turma do STF já tinha maioria para manter a prisão preventiva em 13 de março, com os votos dos ministros Luiz Fux e Kássio Nunes Marques, que acompanharam o relator do caso, André Mendonça. Vorcaro voltou a ser preso em 4 de março, na 3ª fase da Operação Compliance Zero.

A ordem de prisão partiu de Mendonça. Na decisão, o ministro disse que Vorcaro “manteve atuação direta na condução de estratégias financeiras e institucionais relacionadas à instituição, participando de decisões voltadas à captação de recursos no mercado financeiro e à sua posterior alocação em estruturas de investimento vinculadas ao próprio conglomerado econômico”.

Segundo Mendonça, elementos da investigação indicam que o banqueiro “participou da estruturação de modelo de captação de recursos mediante emissão de títulos bancários com remuneração significativamente superior à média de mercado, direcionando os valores obtidos para investimentos em ativos de maior risco e baixa liquidez, inclusive por meio de fundos de investimento em direitos creditórios nos quais o próprio Banco Master figurava como cotista”.

Suspeição do Ministro Toffoli

O ministro Dias Toffoli se declarou suspeito em todos os inquéritos e decisões que envolvem o Master. Ele comunicou o presidente da 2ª Turma do tribunal, Gilmar Mendes, e o relator do inquérito, André Mendonça, na 4ª feira (11.mar). Toffoli já havia declarado sua suspeição em um mandado de segurança que pedia a instauração de uma CPI sobre o banco, e manteve a suspeição devido à correlação entre os objetos das ações.

A declaração de suspeição não é um reconhecimento de culpa, mas um dispositivo que permite ao juiz afastar-se do caso quando há dúvida sobre sua imparcialidade por relações pessoais com as partes (amizade íntima, inimizade, parentesco, interesse no caso).

Contatos com Autoridades nos Celulares do Fundador do Master

A quebra do sigilo dos dados telemáticos do fundador do Master identificou que ele mantinha o contato de telefones e autoridades dos Três Poderes, como 3 ministros do STF, parentes de ministros como a advogada Viviane Barci de Moraes, 6 congressistas, além de 2 diretores do Banco Central, autarquia que regula e investiga a instituição. As mensagens foram encontradas em um dos celulares de Vorcaro.

Escrito por Redação Leia Brasil