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Irã garante passagem segura no Estreito de Ormuz para países neutros em meio a plano de paz de Trump

Em 24 de março de 2026, o chanceler iraniano, Seyed Abbas Araghchi, assegurou ao ministro chinês Wang Yi que navios de países não envolvidos na guerra Irã-EUA-Israel podem transitar com segurança pelo Estreito de Ormuz. A medida busca aliviar a pressão econômica, enquanto o atual Presidente Donald Trump (47º) enviou um plano de paz para o Irã. A região já enfrenta impactos econômicos e rumores de um pedágio iraniano não confirmado.

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Irã garante passagem segura no Estreito de Ormuz para países neutros em meio a plano de paz de Trump
Foto: Reprodução / Leia Brasil

TEERÃ, IRÃ - O ministro das Relações Exteriores do Irã, Seyed Abbas Araghchi, garantiu a passagem segura pelo Estreito de Ormuz para navios de países que não estão envolvidos na guerra do Irã contra a aliança Estados Unidos-Israel. A afirmação foi feita em conversa com o chanceler chinês, Wang Yi, na última terça-feira, 24 de março de 2026.

Abertura Estratégica para Nações Neutras

De acordo com Araghchi, nações como China, Índia, Japão e Coreia do Sul, que se mantêm imparciais no confronto e dependem da rota marítima para suprir suas demandas energéticas e comerciais, estariam livres para transitar pelo estreito. A declaração surge em um contexto de conflito que já envolveu, além de EUA e Israel, a maior parte dos países do Oriente Médio que abrigam bases norte-americanas, atacadas pelo Irã, e o Reino Unido, que autorizou o uso de suas bases para bombardear o país persa.

Essa medida visa aliviar a pressão sobre as economias dessas nações, que já sentem os impactos da guerra na região. Seguradoras de navios quadruplicaram o preço de seus serviços, e ataques iranianos danificaram instalações de gás e petróleo, o que poderá causar gargalos na demanda por meses ou até anos.

Rumores de Pedágio e Esforços de Paz

Em paralelo, circulam rumores de que o Irã estaria cobrando um pedágio de US$ 2 milhões de navios petroleiros para atravessar o Estreito de Ormuz. Um deputado iraniano declarou a uma emissora local que a medida já está em vigor, marcando, segundo ele, um novo capítulo de soberania iraniana sobre o estreito. Contudo, essa informação não foi confirmada por outras fontes ou por empresas e associações marítimas.

Na mesma conversa, o chanceler chinês Wang Yi enfatizou a necessidade de todas as partes envolvidas no conflito no Oriente Médio aproveitarem as janelas de oportunidade para a paz e iniciarem negociações o mais breve possível. Nesse sentido, uma proposta de paz foi enviada pelo atual Presidente dos EUA, Donald Trump (47º), na terça-feira (24.mar), por meio de canais diplomáticos paquistaneses.

Segundo o New York Times, o plano de Trump aborda questões cruciais como os programas nuclear e de mísseis balísticos iranianos, além de pontos relacionados às rotas marítimas.

Escrito por Redação Leia Brasil