Irã Revela Novo Alcance Balístico; Capitais Europeias sob Ameaça Direta
O recente lançamento de mísseis iranianos contra a base de Diego Garcia expôs uma capacidade balística de 4 mil quilômetros, colocando importantes capitais europeias como Berlim, Paris e Roma sob ameaça direta. A descoberta eleva a preocupação das autoridades europeias, que já tentavam evitar envolvimento direto em uma guerra de quatro semanas.

BRUXELAS, BÉLGICA - O recente lançamento de dois mísseis balísticos iranianos contra a base militar de Diego Garcia, no Oceano Índico, está alarmando autoridades europeias. A instalação conjunta dos Estados Unidos e do Reino Unido, localizada a cerca de 4 mil quilômetros do território iraniano, foi atingida em um teste de alcance que prova a nova capacidade do arsenal de Teerã para ameaçar as principais capitais europeias.
Mudança no Cenário de Ameaças
Até recentemente, sob a liderança do líder supremo aiatolá Ali Khamenei – morto num ataque em 28 de fevereiro –, a inteligência internacional acreditava que o Irã tinha um limite de 2 mil quilômetros para o alcance dos seus mísseis balísticos. No entanto, o ataque efetuado no último sábado contra Diego Garcia desmentiu essa premissa, revelando uma capacidade muito maior.
A descoberta do novo alcance balístico iraniano surge enquanto as nações europeias procuravam a todo custo evitar o envolvimento direto na guerra que já dura quatro semanas. A União Europeia ponderava intervir apenas para ajudar a desbloquear o Estreito de Ormuz, mas sempre sob a premissa de um cessar-fogo.
Capitais Europeias em Risco
O chefe das forças militares israelenses, Eyal Zamir, destacou a gravidade da situação, alertando que o raio de ação destes novos mísseis coloca cidades como Berlim, Paris e Roma sob ameaça direta. Analistas internacionais de defesa avisam que o Irã deixou de ser um risco limitado apenas ao Médio Oriente.
No entanto, há quem procure acalmar os ânimos. O ministro britânico Steve confirmou que um dos mísseis lançados contra Diego Garcia falhou o alvo e o outro foi intercetado, minimizando o impacto real do ataque.
Esta escalada de tensão vem acompanhada de ameaças anteriores. No início deste mês, o Irã alertou que atacaria países europeus que apoiassem Estados Unidos e Israel na guerra. O vice-ministro das Relações Exteriores iraniano, Majid Takht-Ravanchi, havia declarado que “se (algum país) se juntar aos Estados Unidos e Israel na agressão contra o Irã, também se tornará alvo legítimo de retaliação iraniana” durante entrevista ao canal France 24.