Israel Restringe Aeroporto de Tel Aviv; Trump Ameaça Irã em Crise Regional Escalada
Israel impôs severas restrições ao Aeroporto Ben Gurion, em Tel Aviv, após ataques com mísseis iranianos, limitando voos e passageiros. A medida coincide com uma escalada na crise do Oriente Médio, onde o Presidente Donald Trump emitiu um ultimato ao Irã sobre o Estreito de Ormuz, ameaçando retaliação militar.

TEL AVIV, ISRAEL - Israel implementou medidas drásticas de segurança no Aeroporto Internacional Ben Gurion, em Tel Aviv, limitando severamente as operações aéreas em um contexto de escalada da tensão no Oriente Médio. A decisão, anunciada pela Ministra dos Transportes, Miri Regev, entrou em vigor nesta última segunda-feira no fim da tarde, visando proteger a população.
Restrições no Aeroporto Ben Gurion
As novas diretrizes permitem apenas um voo por hora no principal aeroporto do país, com um pouso sem limite de passageiros, mas com um máximo de 50 pessoas a bordo para decolagens. Segundo informações do jornal Times of Israel, essa mudança representa uma redução significativa na capacidade do aeroporto, que anteriormente autorizava dois movimentos por hora com até 120 passageiros por aeronave. A ministra Regev justificou a medida afirmando que, "este é um inconveniente, mas nosso compromisso com a vida humana é a principal prioridade, e é disso que deriva a decisão", ressaltando que as regras podem ser ajustadas a qualquer momento conforme a avaliação das autoridades de segurança.
A imposição dessas restrições ocorre após ataques com mísseis balísticos iranianos atingirem regiões centrais e ao sul de Israel no último fim de semana, com relatos de impactos e feridos. Desde a reabertura gradual do aeroporto, aproximadamente 140 mil cidadãos israelenses já retornaram ao país em voos organizados por companhias locais como El Al, Arkia, Israir e Air Haifa.
Crise Regional se Agrava com Ultimato de Trump ao Irã
A decisão israelense se insere em um cenário mais amplo de intensificação do conflito no Oriente Médio. Nos últimos dias, os Estados Unidos enviaram um contingente de 4.500 militares à região, em um movimento interpretado como preparação para uma possível disputa pelo controle do estratégico estreito de Ormuz. O Presidente Donald Trump (Partido Republicano), em uma declaração firme, deu um ultimato ao Irã para que reabra a rota marítima, ameaçando atacar a infraestrutura energética do país caso a exigência não seja cumprida.
Em resposta, autoridades iranianas declararam que podem fechar o estreito de forma indefinida e prometem ampliar ataques a alvos estratégicos na região. A escalada atual segue semanas de tensão entre Washington e Teerã. Em 19 de fevereiro, o Presidente Trump havia afirmado que, em breve, decidiria sobre "um passo adiante" em relação a um ataque contra o país persa. Posteriormente, o republicano indicou que seus conselheiros, incluindo o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, Dan Caine, consideravam uma eventual guerra contra o Irã uma "vitória fácil" para os norte-americanos.
Diplomacia e Ameaças Nucleares
Durante o discurso do Estado da União, proferido na última terça-feira, 24 de fevereiro, o Presidente Trump reiterou que os EUA aguardavam o Irã pronunciar "aquelas palavras mágicas: ‘nunca teremos uma arma nuclear’". No mesmo pronunciamento, o presidente norte-americano alertou que o regime persa "já desenvolveu mísseis que podem ameaçar a Europa e as nossas bases no exterior, e está trabalhando para construir mísseis que, em breve, chegarão aos EUA".
Estas declarações ocorreram em paralelo a conversas diplomáticas entre os EUA e o Irã que, contudo, não resultaram em acordo. Uma autoridade sênior iraniana, em entrevista à Reuters, indicou que o país estaria disposto a fazer concessões aos EUA, desde que os norte-americanos reconhecessem seu direito de enriquecer urânio para fins pacíficos e suspendessem as sanções econômicas impostas.