Israel Sob Alerta Após Ataque Iraniano; EUA Ameaçam Teerã
Sirenes de ataque aéreo soaram em Jerusalém e outras regiões de Israel nesta segunda-feira (23.mar.2026), após a detecção de um míssil iraniano com bomba de fragmentação. A situação eleva as tensões, com o Presidente Donald Trump tendo ameaçado atacar usinas iranianas e o Irã respondendo com ameaças a vizinhos do Golfo. Israel afirma continuar atacando Teerã, enquanto o uso de bombas de fragmentação por parte do Irã contra civis israelenses é denunciado.

JERUSALÉM, ISRAEL - Sirenes de ataque aéreo soaram em toda a região de Jerusalém, bem como em partes do sul e do centro de Israel, na madrugada desta segunda-feira (23.mar.2026), após a detecção de pelo menos um míssil iraniano transportando uma bomba de fragmentação. O artefato foi avistado no céu noturno sobre Israel, Jerusalém e a Cisjordânia, conforme reportado pela agência de notícias Reuters.
Equipes de resgate estão atendendo a ocorrências em dois locais impactados pelo recente ataque. Ainda não foi esclarecido se os relatos se referem a impactos diretos dos mísseis, submunições de uma ogiva de bomba de fragmentação ou fragmentos resultantes de interceptações, segundo informações do site The Times of Israel.
Tensões Regionais Elevadas
A escalada de tensões ocorre após o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), ter emitido um ultimato no sábado (21.mar). Trump afirmou que, se Teerã não liberar o estreito de Ormuz em 48 horas, os militares norte-americanos atacarão e destruirão as usinas de energia do país, “começando pela maior”.
Em resposta, o Irã declarou no domingo (22.mar) que atacaria os sistemas de energia e água de seus vizinhos do Golfo caso sua rede elétrica fosse alvo de bombardeios. No mesmo dia, as Forças de Defesa de Israel informaram que continuam seus ataques a Teerã.
Uso de Bombas de Fragmentação e Acordos Internacionais
O Ministério das Relações Exteriores de Israel já havia denunciado em 10 de março que o Irã está utilizando bombas de fragmentação contra civis israelenses. Esse tipo de armamento, que consiste em explosivos que se espalham por grandes áreas, pode permanecer ativo por décadas, transformando as regiões atingidas em campos minados.
As bombas de fragmentação são proibidas pelas Convenções de Genebra para uso em áreas civis e também por acordos internacionais recentes, como a Convenção sobre Munições de Fragmentação de 2008, assinada por mais de 120 nações. Contudo, Israel, Estados Unidos e Irã estão entre os países que não são signatários deste tratado.