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Magazine Luiza Apresenta Resultados Fracos no 4T25 e Ações Fecham em Queda

As ações da Magazine Luiza (MGLU3) oscilaram nesta sexta-feira (13), fechando em leve queda de 0,64% após a varejista reportar uma queda expressiva do lucro no quarto trimestre de 2025. Analistas do JPMorgan, XP, Itaú BBA, Goldman Sachs e Morgan Stanley classificaram os resultados como fracos, destacando pressões macroeconômicas, queda no GMV e provisões de estoque, apesar de um lucro líquido ajustado acima das projeções impulsionado por subvenção de ICMS.

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Magazine Luiza Apresenta Resultados Fracos no 4T25 e Ações Fecham em Queda
Foto: Reprodução / Leia Brasil

BRASÍLIA, DF - As ações da Magazine Luiza (MGLU3) apresentaram um dia de alta volatilidade na sessão desta sexta-feira (13 de março de 2026). Embora os papéis tenham chegado a subir mais de 8% após a divulgação de resultados, a piora do mercado na reta final do pregão levou a uma queda de 0,64%, com o fechamento a R$ 9,34.

A varejista reportou uma queda expressiva do lucro no quarto trimestre do ano passado (4T25), um ponto de preocupação para o mercado financeiro. Diversas casas de análise revisaram o desempenho da companhia.

Desempenho Financeiro Detalhado no 4T25

O JPMorgan avaliou os resultados da Magalu no 4T25 como fracos, alinhados com as expectativas e ainda sob a pressão de ventos contrários macroeconômicos e um alto nível de alavancagem. O volume bruto negociado (GMV) da varejista registrou uma queda de 1% na comparação anual. Essa retração refletiu o desempenho enfraquecido do e-commerce, tanto no modelo 1P (vendas próprias) quanto no 3P (marketplace), compensando o crescimento das lojas físicas.

Nas lojas físicas, as vendas mesmas lojas (SSS) tiveram um avanço notável de 8,4%, mesmo sobre uma base de comparação já elevada. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) ajustado ficou em R$ 821 milhões, uma queda de 3% ano a ano e aproximadamente 2% abaixo das estimativas do JPMorgan e do consenso de mercado. Contudo, o lucro líquido ajustado surpreendeu positivamente, atingindo R$ 78 milhões, acima das projeções do mercado e do banco (entre R$ 50 milhões e R$ 55 milhões). Este resultado foi impulsionado principalmente por uma subvenção de ICMS maior que a esperada, apesar de o lucro antes dos impostos (EBT) ter ficado abaixo do previsto.

Segundo as estimativas do JPMorgan, houve um consumo de caixa de cerca de R$ 1 bilhão na comparação trimestral e R$ 530 milhões nos últimos 12 meses, gerando expectativa de reação negativa das ações devido ao crescimento ainda fraco.

Análises de Mercado e Recomendações

A XP Investimentos também classificou os resultados como fracos, citando a demanda pressionada por um cenário macroeconômico desafiador e o aumento da concorrência online. A companhia registrou R$ 300 milhões em provisões de estoque, o que contribuiu para um EBITDA abaixo do esperado.

Na mesma linha, o Itaú BBA considerou os números negativos, sublinhando que o canal online permanece pressionado e que há eventos pontuais relevantes a serem digeridos. O BBA destacou, em particular, a constituição dos R$ 300 milhões em provisões de estoque, com impacto integral no EBITDA, indicando que o mercado deve observar possíveis reversões dessas provisões ao longo de 2026. O Itaú BBA reiterou a recomendação 'market perform' (neutra) e preço-alvo de R$ 10.

O Goldman Sachs avaliou os resultados como mistos. Embora tenha havido um crescimento sólido da receita nas lojas físicas, este foi parcialmente compensado pelo desempenho mais fraco do comércio eletrônico, resultando em uma alta da receita de apenas 3% ano a ano. A margem bruta recorrente manteve-se estável, mas a provisão pontual de R$ 300 milhões em estoques impactou negativamente as margens de mercadorias no curto prazo. O banco manteve a recomendação 'neutra' e preço-alvo de R$ 9,50.

Por fim, o Morgan Stanley observou tendências ainda fracas, mas ressaltou o início de um novo ciclo estratégico da companhia. O banco também destacou a pressão nas margens devido à provisão de R$ 300 milhões em estoques e a queda de 3% no EBITDA ajustado. Por outro lado, um benefício fiscal na LuizaCred ajudou o lucro líquido a superar as estimativas. O Morgan Stanley afirmou que vê mérito nas iniciativas estratégicas, mas prefere aguardar evidências mais concretas de crescimento rentável antes de revisar sua recomendação 'underweight' (venda), com preço-alvo de R$ 8. O JPMorgan também manteve a recomendação 'underweight' para as ações, com preço-alvo de R$ 6.

Escrito por Redação Leia Brasil