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Urgente: PL acusa pesquisa de 'induzir' queda de Flávio Bolsonaro e aciona TSE

O Partido Liberal (PL) entrou com ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para suspender a divulgação da pesquisa AtlasIntel/Bloomberg. A legenda alega que o levantamento foi construído para induzir respostas negativas, causando a queda nas intenções de voto do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após o caso Daniel Vorcaro. A AtlasIntel, por sua vez, defende a metodologia e a imparcialidade do estudo.

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Urgente: PL acusa pesquisa de 'induzir' queda de Flávio Bolsonaro e aciona TSE
Foto: Reprodução / Leia Brasil

BRASÍLIA, DF - O Partido Liberal (PL) acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) buscando a suspensão da divulgação da pesquisa AtlasIntel/Bloomberg. Publicada nesta terça-feira, a pesquisa indicou uma queda nas intenções de voto do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato do partido à Presidência da República, após a repercussão do caso envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Na ação, o PL afirma que o questionário da pesquisa foi intencionalmente estruturado para induzir respostas negativas contra o senador. A legenda argumenta que o levantamento extrapolou seu papel de medir a opinião pública ao incluir perguntas sequenciais sobre o Banco Master e reproduzir um áudio atribuído a Flávio Bolsonaro durante as entrevistas.

Questionário Sob Suspeita: A Acusação do PL

Segundo o partido, oito das 48 perguntas do levantamento tratavam diretamente das conversas entre Flávio e Vorcaro. A defesa sustenta que houve o uso de mecanismos de “priming”, “framing” e “ancoragem” para associar o senador a supostas fraudes financeiras investigadas pela Polícia Federal. O pedido apresentado ao TSE detalha que o questionário construiu uma sequência temática envolvendo “fraude financeira”, “escândalo do Banco Master”, “mensagens vazadas” e “impacto eleitoral”, antes de abordar temas como confiança, rejeição e intenção de voto.

A legenda reforça que a progressão do questionário seria: “medo eleitoral; comparação Lula x Flávio; fraude financeira; Banco Master; Daniel Vorcaro; conversas vazadas; possível envolvimento direto; impacto sobre voto; enfraquecimento da candidatura; retirada da candidatura”.

O PL também questiona a legalidade da exibição de um áudio atribuído a Flávio Bolsonaro dentro da pesquisa. Os advogados do partido alegam que o material audiovisual não possui cadeia de custódia comprovada, autenticidade periciada nem documentação completa anexada ao registro do levantamento. Para o partido, a reprodução do conteúdo deixou de ser uma ferramenta de aferição de opinião e passou a funcionar como um estímulo negativo direto ao entrevistado.

O partido pediu liminar para impedir a divulgação da pesquisa e solicitou acesso aos microdados do levantamento, ao sistema interno da AtlasIntel, aos registros de aplicação do questionário e aos arquivos relacionados ao áudio apresentado aos entrevistados. Alternativamente, o PL demanda a aplicação de multa ao instituto por supostas irregularidades metodológicas ou que futuras divulgações tragam ressalvas sobre o caráter “estimulativo” das perguntas.

A Queda de Flávio e a Resposta da AtlasIntel

A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg revelou que Flávio Bolsonaro registrou uma queda de seis pontos percentuais em um cenário de segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O senador aparece com 41,8% das intenções de voto, enquanto Lula soma 48,9%. A divulgação ocorreu poucos dias após reportagens detalharem mensagens e áudios em que Flávio cobrava pagamentos de Daniel Vorcaro, relacionados ao financiamento do filme “Dark Horse”, uma produção sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Em resposta às críticas, o CEO da AtlasIntel, Andrei Roman, rebateu as alegações do PL nas redes sociais. Roman afirmou que o áudio em questão foi exibido apenas após a conclusão das perguntas eleitorais. “Não há nenhum problema metodológico”, escreveu o executivo no X, assegurando que o objetivo da inclusão do áudio era medir em tempo real o impacto do episódio sobre a percepção do eleitorado. Roman reiterou que a AtlasIntel mantém uma “postura imparcial” em suas pesquisas, tanto no Brasil quanto no exterior.

Escrito por Redação Leia Brasil