Vídeos Inéditos Detalham Colapso da Ponte Juscelino Kubitschek que Deixou 17 Mortos
Novas imagens divulgadas nesta quarta-feira (18.mar.2026) pela advogada Melissa Fachinello mostram o momento exato do colapso da Ponte Juscelino Kubitschek, que ligava Aguiarnópolis (TO) a Estreito (MA), em dezembro de 2024. O acidente resultou em 17 mortes e a queda de veículos, alguns transportando cargas perigosas, no rio Tocantins. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) informou que as demandas por indenizações estão judicializadas, com diversas ações em tramitação e iniciativas para soluções consensuais.

Novas imagens detalhadas do colapso da Ponte Juscelino Kubitschek, que ligava Aguiarnópolis (TO) a Estreito (MA) na rodovia TO-226, em dezembro de 2024, foram divulgadas nesta quarta-feira (18.mar.2026). Os vídeos, provenientes de uma câmera de monitoramento de um veículo da transportadora Expresso Geração, foram compartilhados no Instagram pela advogada Melissa Fachinello, representante da empresa.
O trágico acidente resultou na queda de 7 veículos e 3 motocicletas no rio Tocantins, causando a morte de 17 pessoas. Apenas um homem sobreviveu à queda. Entre os veículos envolvidos, dois caminhões transportavam 76 toneladas de ácido sulfúrico, enquanto outros carregavam 22.000 litros de defensivos agrícolas, gerando preocupações ambientais adicionais.
Após o colapso, o que restou da estrutura da ponte foi implodido em fevereiro de 2025. Uma nova ponte foi inaugurada no local em dezembro de 2025, restabelecendo a ligação entre os estados de Tocantins e Maranhão.
Indenizações em Discussão Judicial.
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) informou que as demandas relacionadas às indenizações decorrentes do desabamento da Ponte Juscelino Kubitschek estão atualmente judicializadas. Há diversas ações em tramitação, ajuizadas por particulares, pelo Ministério Público e por organizações da sociedade civil. Nessas demandas, são discutidos diferentes tipos de indenização, incluindo danos materiais, danos morais, lucros cessantes e eventuais danos ambientais.
Em busca de celeridade e efetividade nas respostas às famílias atingidas, o Dnit e a Advocacia-Geral da União (AGU) estão em tratativas com a Justiça Federal para a realização de mutirões focados em soluções consensuais. Também há a possibilidade de celebração de acordos, observados os procedimentos e critérios estabelecidos na Portaria nº 498/AGU, após análise de viabilidade jurídica e administrativa das propostas apresentadas pelas partes envolvidas.
Atualmente, não é possível estabelecer uma previsão geral para o pagamento das indenizações. No caso das ações judiciais, os pagamentos dependerão do regular andamento processual e ocorrerão por meio de requisições judiciais, como precatórios ou RPVs (Requisições de Pequeno Valor), somente após decisão definitiva. A condução das demandas judiciais envolve a atuação conjunta da AGU, por meio do Dnit e dos órgãos de representação judicial da autarquia, em articulação com demais órgãos competentes.
As famílias interessadas devem acompanhar o andamento de seus processos por intermédio de seus advogados, para ações individuais, ou por meio do Ministério Público e de associações representativas, nas ações coletivas. O Dnit destaca a complexidade do caso, com diversas ações judiciais em curso em diferentes fases processuais, incluindo fase inicial, produção de provas, análise judicial e tentativas de conciliação, o que reforça a necessidade de tratamento individualizado das demandas.