7 de Setembro em Brasília: Desafetos se cruzam no palanque de Lula sob a sombra da crise do STF
O tradicional desfile de 7 de Setembro em Brasília, sob a anfitriagem do Presidente Lula, foi palco de encontros tensos entre autoridades como Jorge Messias, Davi Alcolumbre e Andrei Rodrigues, refletindo a crise no STF e embates institucionais recentes.

O tradicional desfile de 7 de Setembro, realizado na manhã desta segunda-feira (7) em Brasília, foi marcado por mais do que a celebração da Independência. Sob a anfitriagem do Presidente Lula na Esplanada dos Ministérios, o palanque principal se tornou palco para encontros protocolares, mas tensos, entre figuras políticas que se tornaram "desafetos" em meio à persistente crise que atinge o Supremo Tribunal Federal (STF).
Reencontro de Antagonistas
Entre as autoridades que dividiram a tribuna presidencial estavam o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), o advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias, o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, e o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues. Embora em pontos distintos, alguns deles se cruzaram, com destaque para o cumprimento entre Messias e Alcolumbre, iniciado pelo chefe da AGU.
Este foi o primeiro encontro público entre Messias e Alcolumbre desde que o Senado rejeitou, em abril, a indicação de Messias para uma vaga no STF. Na época, Alcolumbre foi amplamente apontado como o principal articulador da derrota do advogado-geral, que teve sua nomeação barrada por 42 votos a 34.
Tensão entre AGU e Polícia Federal
Outro momento de distanciamento notável foi o cumprimento entre Jorge Messias e Andrei Rodrigues. Apesar do gesto formal, ambos mantiveram distância. A relação entre a AGU e a cúpula da PF tem sido marcada por críticas recentes da Polícia Federal, que alega omissão da Advocacia-Geral da União na crise envolvendo o STF.
A PF tem cobrado publicamente a AGU por não ter reagido adequadamente a decisões do ministro André Mendonça, do STF, que, segundo a corporação, afetaram diretamente o trabalho investigativo. Por sua vez, Jorge Messias interpreta as críticas da Polícia Federal como uma tentativa de desgastá-lo em meio à crise que se desenrola no chamado Caso Master.