Abraço de líder do PL em indicado ao STF gera polêmica e exige justificativa
O deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) foi criticado após abraçar Jorge Messias, indicado ao STF, durante sabatina no Senado. Ele justificou o gesto como 'por educação', reiterando que o PL votará contra a confirmação de Messias para o Supremo.

BRASÍLIA, DF - O deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do Partido Liberal na Câmara dos Deputados, tornou-se alvo de críticas após ser flagrado abraçando Jorge Messias, advogado-geral da União, nesta quarta-feira (29.abr.2026). O gesto ocorreu durante a sabatina de Messias na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, evento crucial para a sua possível confirmação como ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).
Repercussão negativa e justificativa do parlamentar
Após a repercussão negativa, que incluiu críticas de correligionários e nas redes sociais, o congressista publicou um vídeo em seu perfil no Instagram para justificar a atitude. Sóstenes Cavalcante afirmou que o abraço foi um simples ato de 'educação' e que não deve ser interpretado como um posicionamento político do PL, que já definiu sua postura.
O líder do partido reiterou que o PL no Senado 'já fechou a questão' e que todos os senadores da sigla votarão contra a indicação de Jorge Messias ao Supremo. Messias foi nomeado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para ocupar a vaga deixada por Luís Roberto Barroso, que se aposentou em outubro de 2025.
Declaração de Sóstenes Cavalcante
Em sua defesa, Sóstenes declarou: "Ser educado não pode ser confundido com posicionamento político. O PL no Senado já fechou a questão e todos os nossos senadores votarão contra a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal. Hoje, ao cumprimentá-lo, foi um princípio de educação na convivência política. A gente se conhece e já fui recebido pelo AGU algumas vezes para tratar de assuntos de interesse do meu Estado e da bancada do PL".
Jorge Messias prossegue com o processo de aprovação, que inclui a sabatina na CCJ e, posteriormente, uma votação no plenário para a confirmação de seu nome para o cargo de ministro do STF.