Albertinho Maluf se lança pré-candidato em SP e abraça 'malufismo'
O empresário Albertinho Maluf (PP-SP) anunciou neste domingo sua pré-candidatura a deputado estadual por São Paulo, aceitando o 'desafio de representar o malufismo'. Ele apresentou propostas em segurança, saúde, educação e economia. Albertinho, primo de Paulo Maluf, destacou o orgulho do legado do ex-prefeito e ex-governador, que foi condenado por lavagem de dinheiro em 2017.

SÃO PAULO, SP - O empresário Albertinho Maluf (PP-SP) anunciou neste domingo (3) sua pré-candidatura a deputado estadual por São Paulo. Ele afirmou que aceitará o “desafio de representar o malufismo” nesta eleição, uma decisão tomada após conversas com seu tio, o ex-prefeito e ex-governador de São Paulo, Paulo Maluf, e outras lideranças políticas. Albertinho se manifestou em seu perfil oficial no X.
Propostas e Legado Familiar.
Apesar de se apresentar como sobrinho de Maluf, Albertinho é, na verdade, primo do político. Ele expressou grande orgulho do legado de Paulo Salim Maluf, a quem chamou de "o maior homem público que este estado já viu".
O pré-candidato apresentou propostas abrangentes nas áreas de segurança pública, saúde, educação e economia. Entre as medidas citadas, destacam-se o combate à violência, a defesa dos direitos do cidadão, investimentos em saúde e educação de qualidade desde a primeira infância, além da geração de empregos. Albertinho também mencionou a redução de impostos, a defesa do micro e médio empreendedor, a construção de moradias e a realização de obras de infraestrutura. Ele frisou que estes tópicos serão desenvolvidos para um plano detalhado para São Paulo, ressaltando que o período atual é pré-eleitoral, com as convenções partidárias previstas para julho de 2026.
O Malufismo e Controvérsias.
O malufismo, corrente política de direita que surgiu em São Paulo no final do regime militar, foi caracterizado por um estilo focado em grandes obras e pela mentalidade do "rouba, mas faz". Paulo Maluf foi nomeado governador sem voto popular entre 1979 e 1983, e seus primeiros mandatos executivos, como prefeito (1969-1971) e governador (1979-1982), ocorreram sob o regime militar.
Em 2017, Paulo Maluf foi condenado pela 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal a 7 anos, 9 meses e 10 dias de prisão por lavagem de dinheiro. A denúncia do Ministério Público Federal indicava que ele utilizou contas no exterior para movimentar recursos desviados da Prefeitura de São Paulo durante seu segundo mandato como prefeito, entre 1993 e 1997.