Aliados de Lula capitalizam decisão do STF para pressionar Flávio Bolsonaro no Caso Master
Integrantes do governo e da campanha à reeleição do presidente Lula buscam vantagem política após a decisão do presidente do STF, Edson Fachin, de derrubar o sigilo das investigações do Caso Master. A estratégia visa associar a medida à defesa de transparência de Lula e expor suspeitas envolvendo o senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL). O ministro Jorge Messias (AGU) e o secretário do PT Éden Valadares usaram as redes sociais para repercutir o tema e criticar Flávio Bolsonaro.

BRASÍLIA, DF - Integrantes do governo e da campanha à reeleição do presidente Lula intensificaram a articulação política nesta sexta-feira (11), buscando capitalizar a decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, de solicitar a derrubada do sigilo das investigações relacionadas ao Caso Master.
A estratégia central visa associar a medida de Fachin à posição consistentemente defendida pelo presidente Lula de dar ampla publicidade às apurações. Paralelamente, os aliados do petista buscam jogar luz sobre as suspeitas envolvendo o senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL), direcionando os holofotes para sua conduta e possíveis ligações com o caso.
Repercussão e Críticas a Flávio Bolsonaro.
O ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, foi um dos primeiros a repercutir a decisão de Fachin nas redes sociais, afirmando que a iniciativa "merece enaltecimento". Messias destacou que Lula já vinha defendendo maior transparência nas investigações, citando a importância da publicidade para a República. "A transparência protege as instituições, assegura igualdade de tratamento aos envolvidos, clareia as escolhas dos cidadãos e permite que a sociedade conheça os fatos sem recortes, versões ou seletividades", escreveu o ministro.
Mais incisivo, o secretário nacional de comunicação do Partido dos Trabalhadores (PT), Éden Valadares, afirmou que a decisão de Fachin vai ao encontro do que o petista "sempre defendeu". Valadares aproveitou a oportunidade para direcionar as críticas a Flávio Bolsonaro, citando a relação do candidato do PL com Daniel Vorcaro e mencionando detalhes como áudios, repasses de dinheiro e uma nota fiscal do escritório de Flávio, enfatizando que "Tem de tudo — menos o fim do sigilo".
Na manhã da sexta-feira, 11 de setembro de 2026, Éden Valadares voltou ao tema em uma nova publicação no X (antigo Twitter), elevando o tom contra Flávio Bolsonaro. Ele declarou que a quebra do sigilo sobre Vorcaro e o escândalo do Master expõem o que chamou de "gigantesca hipocrisia" da campanha do candidato do PL.