Amigo de Flávio Bolsonaro repassou R$ 1 milhão para produtora de filme de Bolsonaro, revela Flávio Dino
O ministro do STF Flávio Dino revelou que o publicitário Marcello Lopes, amigo de Flávio Bolsonaro, transferiu R$ 1 milhão para a Go Up Entertainment, produtora do filme 'Dark Horse', sobre Jair Bolsonaro. A citação ocorreu em decisão que autorizou operação da Polícia Federal contra a produtora e o deputado Mário Frias. O Coaf identificou 'movimentações atípicas' e Lopes confirmou o aporte como investimento.

Detalhes da Investigação e Relatórios do Coaf
Em seu despacho, Flávio Dino mencionou relatórios de inteligência financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) que identificaram a transferência de R$ 1 milhão de Marcello Lopes para a Go Up. Segundo os documentos citados pelo ministro, o aporte foi realizado entre 10 de novembro e 30 de dezembro de 2025. Durante este período, o Coaf identificou "movimentações consideradas atípicas" nas contas da produtora.
O ministro detalhou que a Go Up Entertainment movimentou R$ 19.033.071,00 neste intervalo, com R$ 8.955.158,00 a crédito e R$ 10.077.913,00 a débito. Marcello Lopes figurou como um dos principais remetentes, ao lado de Moneycorp Banco de Câmbio S.A. (R$ 3.920.976,40), GO7 Assessoria, Produção e Marketing Cultural Eireli (R$ 2.614.000,00), NTT Brasil Ltda. (R$ 750.000,00) e o Deputado Federal Mário Frias (R$ 645.400,00).
Versão do Publicitário e Assinatura do Contrato
Conhecido como Marcellão, o publicitário confirmou o repasse e explicou que o valor corresponde a um aporte feito como "investidor" do filme em dezembro de 2025. Ele afirmou que decidiu investir após o fim do financiamento de outro investidor, Vorcaro, e a pedido do deputado Mário Frias, enxergando uma boa oportunidade de negócio.
Marcellão apresentou à coluna o contrato como investidor, que detalha um aporte financeiro de US$ 185.185,19 em dezembro de 2025, o equivalente a cerca de R$ 1 milhão. Curiosamente, apesar do aporte ter sido realizado no final de 2025, o contrato só foi assinado por Marcellão com a Go Up em 4 de junho de 2026, quando o "Caso Master" já era de conhecimento público. O publicitário justificou a data da assinatura como resultado de "ajustes de cláusulas entre as partes" que foram firmadas no ano anterior.