Atividade econômica brasileira recua 0,6% em junho, mas 1º semestre e 12 meses acumulam alta de 1,5%
O IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central) recuou 0,6% em junho de 2026 ante maio, na série com ajuste sazonal, segundo a autoridade monetária. Apesar da queda mensal, o indicador acumulou alta de 1,5% tanto no 1º semestre quanto nos últimos 12 meses até junho. O resultado mensal veio abaixo das expectativas de mercado.

Apesar do recuo mensal, o indicador acumulou alta de 1,5% no 1º semestre de 2026. No período de 12 meses até junho, o IBC-Br também avançou 1,5%. Na comparação interanual, sem ajuste sazonal, o índice subiu 2,4% em relação a junho de 2025.
O desempenho de junho ficou abaixo da mediana das estimativas dos agentes de mercado consultados pelo Poder360, que projetavam um recuo de 0,7% para o período.
Setores influenciam desempenho de junho
A queda mensal foi influenciada principalmente pelo desempenho negativo da Indústria, que recuou 1,4%, do setor de Serviços, com queda de 0,5%, e da arrecadação de Impostos, que registrou baixa de 1,0% frente ao mês anterior. Por outro lado, a agropecuária teve um avanço de 1,0% no mesmo período.
O que é o IBC-Br?
Considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), o IBC-Br possui uma metodologia diferente da utilizada pelo IBGE. O indicador do Banco Central busca aferir o ritmo da atividade econômica brasileira e compila informações dos setores de agropecuária, indústria e serviços. O resultado de junho é o último dado mensal de atividade econômica antes da divulgação do PIB do 2º trimestre de 2026.