Congresso

Ausência de Alcolumbre em evento de feminicídio expõe desgaste com Lula

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, faltou ao evento de 100 dias do Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios, nesta quarta-feira (20.mai.2026). A ausência foi interpretada como um reflexo do desgaste com o presidente Lula, que se aprofundou após a rejeição de Jorge Messias para o AGU no Senado. O Senado foi representado pelo líder do governo, Humberto Costa.

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Ausência de Alcolumbre em evento de feminicídio expõe desgaste com Lula
Foto: Reprodução / Leia Política
BRASÍLIA, DF -

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), não participou da reunião do comitê gestor do Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios, nesta quarta-feira (20.mai.2026), no Palácio do Planalto. O evento marcou os 100 dias da iniciativa, que Alcolumbre assinou em fevereiro.

Desgaste na Relação com o Executivo

A ausência foi interpretada como um reflexo do desgaste na relação entre Alcolumbre e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O estremecimento se aprofundou depois da rejeição do nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, pelo plenário do Senado, em 29 de abril. Naquela votação, Messias recebeu 34 votos favoráveis e 42 contrários, não alcançando os 41 necessários para aprovação.

Alcolumbre defendia internamente o nome do ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para ocupar uma vaga no Supremo Tribunal Federal. Apesar dos alertas de integrantes da base governista sobre os riscos de derrota, Lula manteve a escolha de Messias, o que levou o presidente a afirmar que sua relação com Alcolumbre se tornou "somente institucional".

Pacto Nacional e Representatividade

No lançamento do pacto, em 4 de fevereiro, Alcolumbre havia afirmado que o compromisso "é, antes de tudo, uma declaração de responsabilidade do Estado brasileiro" e prometeu colocar o enfrentamento ao feminicídio no centro da agenda legislativa.

Desta vez, o Senado foi representado pelo líder do governo na Casa, Humberto Costa (PT-PE). O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o presidente do STF, Edson Fachin, participaram do evento no Planalto.

O pacto, lançado em resposta ao recorde de feminicídios registrado em 2025, prevê atuação coordenada entre Executivo, Legislativo e Judiciário, com ações de prevenção, proteção às mulheres, responsabilização de agressores e garantia de direitos. Segundo o balanço apresentado, o programa já alcança 2.615 municípios em 27 Estados e distribuiu 20 mil kits tecnológicos de proteção.

Escrito por Redação Leia Política