Avatares de IA disseminam apoio a Donald Trump nas redes sociais
Centenas de perfis falsos, gerados por inteligência artificial, surgiram no TikTok, Instagram e Facebook com mensagens de apoio ao Presidente Donald Trump. Usando avatares artificiais, as contas apelam a eleitores conservadores, numa movimentação que parece visar estimular o eleitorado antes das eleições de meio de mandato, vindo após pesquisas indicarem 61% de reprovação do presidente. A autoria dos perfis ainda é desconhecida, levantando preocupações sobre a autenticidade do apoio popular.

Centenas de perfis falsos, gerados por inteligência artificial, foram identificados nas redes sociais TikTok, Instagram e Facebook, publicando mensagens de apoio ao Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Republicano). As contas utilizam avatares artificiais e divulgam conteúdos com apelos diretos a eleitores conservadores.
Movimentação para Eleições de Meio de Mandato
Conforme o jornal The New York Times, citado pelo The Verge, esses perfis parecem integrar uma estratégia para estimular eleitores conservadores antes das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos. As publicações recorrem a frases semelhantes, repetem legendas e utilizam expressões características do movimento trumpista, como “America First”. Parte desses perfis simula influenciadores reais, com imagens e vídeos de indivíduos que não existem.
Autoria Desconhecida e Alerta de Especialistas
Ainda não foi possível determinar quem criou os perfis. Especialistas consultados afirmam que é complexo identificar se as contas foram produzidas por uma empresa contratada, uma operação estrangeira de influência, uma fazenda de conteúdo ou outro tipo de experimento digital. A proliferação desses avatares políticos gerados por IA ocorre logo após a divulgação de uma pesquisa na sexta-feira (1º.mai.2026), que indicou uma reprovação de 61% do Presidente norte-americano.
O Caso da Influenciadora Falsa Emily Hart
Em abril de 2026, a revista Wired revelou o caso de Emily Hart, uma influenciadora falsa criada por um estudante de medicina na Índia. Emily foi apresentada como apoiadora de Trump, cristã, pró-armas e contrária à imigração, com o objetivo de atrair seguidores conservadores e comercializar conteúdo pago e produtos. O criador utilizou ferramentas de IA para gerar o rosto, o corpo, as imagens e as legendas da personagem. O episódio foi citado como um exemplo de como contas artificiais podem explorar preferências políticas e a baixa alfabetização digital de parte do público.
Risco de Manipulação do Apoio Popular
Avatares gerados por IA são imagens ou vídeos criados por ferramentas de inteligência artificial para simular pessoas reais, podendo ser empregados em redes sociais para entretenimento, publicidade, golpes ou campanhas políticas. No contexto dos perfis pró-Trump, o risco apontado por especialistas é a criação de uma aparência artificial de apoio popular. Essa estratégia pode ampliar artificialmente o alcance de mensagens políticas e dificultar a identificação da origem do engajamento, se provém de usuários reais, de propaganda coordenada ou de contas automatizadas.