Azul Reduz Gastos com Combustível em 14,7% no 1º Trimestre de 2026
A Azul registrou uma queda de 14,7% nos gastos com combustível no 1º trimestre de 2026, comparado ao ano anterior, impulsionada pela valorização do real e medidas de eficiência, apesar da pressão nos preços do QAV devido às tensões no Oriente Médio. A companhia reduziu sua capacidade operacional e otimizou o consumo, com o CEO John Rodgerson destacando a estratégia proativa para preservar margens.

A Azul reportou uma queda de 14,7% nos gastos com combustível no 1º trimestre de 2026, em comparação com o mesmo período de 2025. O resultado contrasta com a escalada das tensões no Oriente Médio, que tem pressionado os preços internacionais do petróleo e do Querosene de Aviação (QAV).
Fatores Contribuintes e Eficiência Operacional
A companhia aérea atribui a redução ao recuo na valorização do real frente ao dólar e à eficiência das medidas adotadas durante sua reestruturação operacional. O consumo total de combustível da Azul foi reduzido em 4,5%, e o custo médio por litro caiu 10,7%, conforme dados divulgados. A despesa total com combustível somou R$ 1,341 bilhão no trimestre.
Para se adaptar ao aumento do preço do QAV, a Azul reduziu sua capacidade operacional em 2,7% em relação ao 1º trimestre de 2025. Além disso, a empresa reportou uma melhora de 1,8% no consumo de combustível por ASK (assentos por quilômetro oferecido), impulsionada pela maior utilização de aeronaves de nova geração.
Estratégia Proativa e Desafios Futuros
O CEO da Azul, John Rodgerson, destacou que a empresa foi a “primeira companhia aérea da região” a ajustar preventivamente sua capacidade diante da alta gradual do combustível ao longo do trimestre. Ele afirmou que a estratégia buscou preservar margens, otimizar a malha aérea e alinhar a operação às condições de mercado. Rodgerson também disse que a Azul está “estruturalmente bem posicionada” para enfrentar um cenário de combustíveis mais caros, operando com uma frota mais eficiente e com receitas diversificadas.
Apesar dos resultados positivos no trimestre, o impacto mais intenso do preço do combustível de aviação foi limitado ao mês de março. A pressão mais significativa sobre o QAV deve surgir nos próximos trimestres, com a continuidade da alta do petróleo no mercado internacional após a escalada do conflito entre Irã, Israel e Estados Unidos.
Reajustes da Petrobras
Desde o início da guerra no Oriente Médio, no fim de fevereiro, a Petrobras realizou ao menos três reajustes relevantes no QAV. O preço praticado pela estatal tem influência direta no valor atribuído ao combustível nos terminais aeroportuários. A sequência de reajustes fez o QAV acumular uma alta próxima de 100% desde o início do conflito entre EUA, Israel e Irã.