Economia

BNDES Aprova R$ 300 Milhões Para Magalu Cloud e Expansão de Infraestrutura Nacional

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou R$ 300 milhões para a Magalu Cloud, marcando a primeira operação de financiamento para um serviço nacional de computação em nuvem. O investimento visa expandir a infraestrutura, com um novo data center em Fortaleza, e diminuir a vulnerabilidade do Brasil a serviços estrangeiros de armazenamento de dados, impulsionando a soberania digital.

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BNDES Aprova R$ 300 Milhões Para Magalu Cloud e Expansão de Infraestrutura Nacional
Foto: Reprodução / Leia Política
BRASÍLIA, DF -

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou, nesta 2ª feira (25.mai.2026), um financiamento de R$ 300 milhões para a Magalu Cloud. Esta é a primeira operação de financiamento do banco voltada especificamente para a expansão de um serviço brasileiro de computação em nuvem, conforme comunicado oficial.

Expansão e Geração de Empregos

Os recursos, liberados por meio do programa BNDES Mais Inovação, serão direcionados para a ampliação da infraestrutura de computação em nuvem no Brasil. O plano da Magalu Cloud inclui a contratação de 170 profissionais técnicos até 2028, elevando o quadro total de funcionários para 375. Além disso, o investimento contemplará a compra de processadores e equipamentos de rede, bem como pesquisa e desenvolvimento.

O projeto prevê a ativação de um 6º data center na cidade de Fortaleza, Ceará, e o reforço da unidade já existente em São Carlos, São Paulo. Atualmente, a Magalu Cloud opera cinco data centers, sendo três na Grande São Paulo e dois em Fortaleza.

Soberania Digital e Redução de Vulnerabilidade

De acordo com o governo, o financiamento à empresa de tecnologia do Magazine Luiza tem como objetivo estratégico reduzir a vulnerabilidade do mercado brasileiro no setor de armazenamento de dados. Atualmente, a maioria das empresas nacionais, tanto estatais quanto privadas, depende de serviços de nuvem estrangeiros, que estão sujeitos à variação cambial e à legislação de outros países.

Um exemplo citado é o Cloud Act, uma lei de 2018 dos Estados Unidos que permite às autoridades daquele país acessarem servidores de empresas norte-americanas localizadas em qualquer parte do mundo. Mesmo que as “big 3” – Amazon Web Services, Microsoft Azure e Google Cloud – instalem data centers no Brasil, elas ainda estariam submetidas ao Cloud Act dos EUA.

Serviços essenciais como o Pix, a maioria dos dados do governo federal (incluindo declarações de Imposto de Renda) e informações de governos estaduais e prefeituras estão atualmente armazenados na nuvem de empresas estrangeiras, como a Amazon.

Alternativa Nacional e Crescimento do Mercado

Com infraestrutura local e cobrança em reais, a Magalu Cloud busca atrair clientes dos setores público e privado, oferecendo previsibilidade de custos e proteção jurídica baseada nas leis brasileiras. O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou que a iniciativa está alinhada à Política Nacional de Inovação e à estratégia de digitalização do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O mercado de computação em nuvem no Brasil está em forte expansão, impulsionado pela crescente demanda por soluções de inteligência artificial. Dados do BNDES indicam que o setor deve passar de um faturamento de US$ 20 bilhões em 2024 para US$ 80 bilhões em 2032, com uma taxa média de crescimento anual de 18,3%. A Magalu Cloud, segundo a empresa, busca ampliar a concorrência em um mercado dominado pelas gigantes internacionais, oferecendo uma alternativa nacional que mantém investimentos e capacidade tecnológica no Brasil.

Escrito por Redação Leia Política