Congresso

Boulos pressiona por aplicação imediata da jornada de 40h e teme retrocessos

O ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, é uma das vozes mais atuantes contra um período de transição para a redução da jornada de trabalho (PEC 6x1). Ele defende a implementação já em 2026, temendo que um Congresso conservador eleito neste ano possa reverter a medida.

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Boulos pressiona por aplicação imediata da jornada de 40h e teme retrocessos
Foto: Reprodução / Leia Política
BRASÍLIA, DF -

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, tem se destacado como uma das vozes mais insistentes no governo do Presidente Lula contra um período de transição estendido para a redução da jornada de trabalho, conforme previsto na Proposta de Emenda à Constituição (PEC 6x1).

Motivação Política e Legislativa

A persistência de Boulos, segundo aliados, vai além dos potenciais ganhos políticos para o Presidente Lula caso a medida entre em vigor já em 2026. O ministro expressa um temor significativo de que atrasos na implementação possam abrir brechas para retrocessos na legislação já aprovada.

Preocupação com o Congresso de 2026

O principal receio de Boulos é que, se a redução da jornada de 44h para 40h semanais demorar dois ou três anos para começar a valer, um Congresso com um perfil mais conservador, a ser eleito em 2026, teria tempo suficiente para promover alterações substanciais na proposta original. Por essa razão, Boulos defende veementemente que a redução passe a valer ainda em 2026, com um curto período de adaptação para as empresas se ajustarem às novas regras.

Escrito por Redação Leia Política