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Cabo Daciolo critica bancada evangélica e pede 'Lava Gospel'

O pré-candidato à Presidência Cabo Daciolo (Mobiliza) classificou a bancada evangélica como a 'pior do Congresso' e a acusou de conivência com irregularidades econômicas, incluindo o suposto arquivamento de investigações contra o Banco Master. Daciolo defendeu a criação de uma 'Lava Gospel' para apurar o que chamou de 'máfia' no meio religioso e criticou o aumento salarial dos parlamentares em contraste com o salário mínimo.

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Cabo Daciolo critica bancada evangélica e pede 'Lava Gospel'
Foto: Reprodução / Leia Política
BRASÍLIA, DF -

O pré-candidato à Presidência Cabo Daciolo (Mobiliza) fez duras críticas à bancada evangélica na 4ª feira (29.abr.2026), afirmando que o grupo é a "pior que tem no Congresso". A declaração foi feita durante entrevista ao programa Fala Querido Podcast.

Segundo Daciolo, embora os congressistas evangélicos mantenham um discurso conservador em pautas morais como aborto e drogas, eles seriam coniventes com irregularidades econômicas. O político exemplificou a situação ao afirmar: "As pautas que dizem respeito ao aborto e à liberação de drogas eles votam tudo certinho com o povo do rei. Mas, meu irmão, passa tudo. Você acha que quem parou o banco, toda a investigação do Banco Master, eles não estavam lá? Veja lá como eles votaram".

Proposta de "Lava Gospel" e críticas à "máfia" religiosa

Daciolo defendeu a necessidade de uma "Lava Gospel" para investigar o que ele chamou de "máfia" no meio religioso. Ele argumentou que líderes evangélicos estariam "comercializando a palavra" e idolatrando homens, em vez de focar na fé. O pré-candidato revelou ter sugerido a criação de uma "Lava Jato Gospel" ao senador Sergio Moro, com o objetivo de apurar desvios no setor. "Tem um monte de pastor que me criticou, xingou e teve um monte de pastor que, em off, me elogiou. Em off, né? Porque tem medo da máfia", declarou.

Salários de congressistas em debate

O político também criticou a postura dos congressistas em relação aos próprios salários e ao salário mínimo. De acordo com Daciolo, há uma desconexão entre a realidade do trabalhador brasileiro e os aumentos concedidos pelos parlamentares. Ele ressaltou: "Olha o salário mínimo, quanto está? Menos de R$ 1.700. Veja como eles fazem todo ano o aumento salarial deles lá em cima. Jogam lá para cima o aumento salarial deles. Ser político não é profissão, é vocação".

Escrito por Redação Leia Política