Caiado critica modelo chinês e alerta para migração de empresas brasileiras
O candidato à Presidência, Ronaldo Caiado, defendeu o mercado aberto, mas com competição em condições iguais, criticando o modelo chinês. Ele afirmou que diferenças trabalhistas, ambientais e na participação governamental criam desvantagem para o Brasil, levando empresários brasileiros a transferir operações para o Paraguai em busca de condições mais favoráveis.

BRASÍLIA, DF - Ronaldo Caiado, candidato à Presidência pelo PSD e ex-governador de Goiás, criticou o modelo chinês como referência para o Brasil, defendendo que a competição no mercado aberto deve ocorrer em condições de igualdade. Suas declarações foram feitas em entrevista ao TMC 360, nesta quinta-feira (27.ago.2026).
Diferenças Competitivas Destacadas.
Caiado argumentou que o Brasil se encontra em desvantagem na disputa com a China. Segundo o candidato, o país asiático possui regras distintas nas áreas trabalhista, ambiental e na participação governamental em empresas, o que impede a paridade competitiva. Ele enfatizou a ausência de lei trabalhista, horário de trabalho e respeito ambiental na China, além da forte intervenção estatal em muitas companhias.
Para o ex-governador, essas disparidades inviabilizam a adoção do modelo chinês como parâmetro para o desenvolvimento brasileiro, pois criam um cenário de competição desigual.
Migração de Empresas Brasileiras ao Paraguai.
O candidato relacionou a questão da concorrência à realidade enfrentada por comerciantes brasileiros. Ele mencionou visitas ao Brás, em São Paulo, e ao polo de confecções Quarenta e Quatro, em Goiás, onde empresários relataram a transferência de operações para o Paraguai.
De acordo com Caiado, o Paraguai permite a importação de tecidos da China sem tributação e a exportação para o Brasil com uma alíquota de 1%. Ele descreveu o país vizinho como “outra China” sendo estabelecida ao lado do Brasil, atraindo empresários brasileiros pelas condições oferecidas.