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Carlos Viana desafia base do governo Lula a assinar CPMI do Banco Master

O senador Carlos Viana (PL-MG) desafiou a base governista a assinar o pedido de instalação da CPMI do Banco Master, lamentando a ausência de apoio. A provocação surge após áudios atribuídos a Flávio Bolsonaro (PL-RJ) revelarem pedidos de dinheiro a Daniel Vorcaro, dono do banco, para a produção de um filme, reacendendo o interesse governista por uma nova comissão de inquérito.

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Carlos Viana desafia base do governo Lula a assinar CPMI do Banco Master
Foto: Reprodução / Leia Política
BRASÍLIA, DF -

O senador Carlos Viana (PL-MG) desafiou publicamente os integrantes da base do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Congresso Nacional a aderirem ao pedido de instalação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Banco Master. O desafio foi lançado em uma publicação na rede social X nesta 5ª feira (14.mai.2026), marcando o segundo dia de coleta de assinaturas para o requerimento.

Segundo Viana, até o momento de sua postagem, nenhum congressista alinhado ao governo federal havia assinado o documento. A movimentação ocorre após governistas terem voltado a solicitar uma CPMI na 4ª feira (13.mai), em resposta a vazamentos de áudios envolvendo o senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Caso Flávio Bolsonaro e Banco Master.

Os áudios atribuídos a Flávio Bolsonaro indicariam uma solicitação de recursos a Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, para a finalização de um filme. Conforme reportagem do Intercept Brasil, Vorcaro teria efetuado repasses de US$ 10,6 milhões – o equivalente a R$ 61 milhões na cotação da época – entre fevereiro e maio de 2025. O montante seria destinado à produção do drama biográfico “Dark Horse”, que aborda a campanha eleitoral de Jair Bolsonaro (PL) em 2018.

Ainda de acordo com a reportagem, o senador Flávio Bolsonaro teria cobrado o repasse do restante dos valores prometidos em novembro de 2025, um dia antes da prisão de Vorcaro pela Polícia Federal. O Intercept Brasil declara possuir documentos que comprovam as transações, mas não os divulgou nem detalhou a origem dos valores. Flávio Bolsonaro, por sua vez, confirmou a negociação, mas não especificou os montantes solicitados ou recebidos.

Reação governista e estratégia do PT.

A renovada demanda por uma CPMI por parte dos governistas sucede o reconhecimento do presidente nacional do PT, Edinho Silva, de que o partido cometeu um “erro” ao não subscrever o requerimento inicial da CPI do Banco Master, apresentado pela oposição. Segundo Edinho, a base governista deveria ter assumido a liderança das investigações desde o princípio.

A bancada petista optou por assinar um requerimento próprio de CPI, protocolado pelo senador Rogério Carvalho (PT-SE), em vez de apoiar o pedido da oposição, que contava com maior número de votos. O senador Carlos Viana mencionou órgãos como Banco Central, Ministério da Fazenda, Casa Civil, Previdência e INSS, e até o gabinete da Presidência, alegando que essas estruturas estariam “cercadas por operadores da fraude”. Esse discurso alinha-se à estratégia adotada pelo PT de tentar vincular o escândalo ao governo do ex-presidente Jair Bolsonaro e ao ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.

Escrito por Redação Leia Política