Caso Master Complica Aprovação de Relatório da CPMI do INSS e Divide o Centrão, Avaliam Bolsonaristas
Lideranças bolsonaristas avaliam que o escândalo do 'Caso Master' foi o principal responsável por dificultar a aprovação do relatório final da CPMI do INSS, superando a influência do governo Lula. Eles acreditam que o Centrão teria adotado outra posição sobre os indiciamentos e que a prorrogação da comissão poderia ter sido aprovada se o caso não tivesse surgido.

Lideranças bolsonaristas avaliam que o principal fator a dificultar a aprovação do relatório final da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS não foi a atuação do governo Lula, mas, sim, o escândalo conhecido como 'Caso Master'. Este caso, que se tornou um dos alvos centrais da comissão, é apontado como o responsável pelo impasse político.
Influência do Centrão e Impasse com o STF.
A percepção entre os bolsonaristas é de que o Centrão, grupo de partidos majoritário no Congresso Nacional, teria adotado uma posição diferente sobre os indiciamentos pedidos pelo relator, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), se o 'Caso Master' não estivesse envolvido nas investigações. Essa avaliação sublinha a influência do escândalo nas decisões políticas do bloco.
Dados obtidos a partir da quebra de sigilos de Daniel Vorcaro foram cruciais para gerar um impasse entre o Supremo Tribunal Federal (STF) e a própria CPMI do INSS. As revelações relacionadas ao 'Caso Master' também são consideradas determinantes para a negativa da prorrogação da CPMI, que foi negada pelo presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), conforme a análise dos bolsonaristas.