Judiciário

Caso Master: Mendonça Nega Busca e Apreensão no Gabinete de Jaques Wagner

O ministro André Mendonça, do STF, negou nesta quinta-feira (18/6) o pedido da Polícia Federal para busca e apreensão no gabinete do senador Jaques Wagner (PT-BA) e em seu escritório de apoio na Bahia, alegando falta de provas suficientes para justificar a medida na investigação do Caso Master.

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Caso Master: Mendonça Nega Busca e Apreensão no Gabinete de Jaques Wagner
Foto: Reprodução / Leia Política

BRASÍLIA, DF - O ministro André Mendonça, relator do Caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta quinta-feira (18) o pedido da Polícia Federal (PF) para incluir o gabinete do senador Jaques Wagner (PT-BA) no Senado entre os alvos de uma operação de busca e apreensão. A decisão também poupa o escritório de apoio do parlamentar na Bahia.

Mendonça justificou sua negativa apontando a necessidade de "elementos indicativos de que, naquele espaço funcional, se encontrem provas indispensáveis" à investigação. Segundo o ministro, a apuração até o momento não demonstrou a urgência de buscas no gabinete de Wagner ou em seu escritório na Bahia, por não haver indícios suficientes de que os locais abriguem documentos ligados ao Caso Master.

Precedente e Acusações Contra Wagner

A posição de Mendonça reitera sua postura em operações anteriores, como a que mirou outro senador, Ciro Nogueira (PP-PI), cujo gabinete no Senado também foi poupado. Jaques Wagner, líder do governo Lula no Senado, tornou-se alvo da investigação em razão de mensagens extraídas do celular do banqueiro Augusto Lima. Essas mensagens indicariam uma possível atuação do senador no Congresso em favor do Banco Master.

Entre as condutas sob suspeita estão a articulação de Wagner em apoio a uma proposta de ampliação do crédito consignado e a uma medida conhecida como "Emenda Master", apresentada por Ciro Nogueira. Em contrapartida, a Polícia Federal suspeita que o parlamentar possa ter recebido vantagens indevidas. Entre os benefícios sob apuração estão um apartamento em Salvador avaliado em R$ 2,5 milhões e outras regalias que somariam ao menos R$ 3 milhões.

Escrito por Redação Leia Política