Chanceler alemão minimiza retirada de tropas dos EUA e reafirma parceria com Trump
O chanceler alemão Friedrich Merz (CDU) reiterou seu compromisso em manter a relação transatlântica e trabalhar com o presidente dos EUA, Donald Trump, apesar dos recentes atritos. Em entrevista à emissora ARD, Merz minimizou o anúncio da retirada de 5.000 soldados norte-americanos da Alemanha, afirmando que não foi surpresa e não deve ser vista como retaliação. Ele admitiu divergências com Trump sobre a guerra no Irã, mas ressaltou a importância da parceria com os EUA, o que ocorre após uma troca de farpas entre os líderes e a confirmação da redução do contingente militar dos EUA na Alemanha.

Atitudes de Merz frente à retirada de tropas
Durante a entrevista, Merz declarou que não está desistindo de trabalhar na relação transatlântica, nem de colaborar com o presidente Donald Trump. Segundo ele, conforme noticiado pelo The Guardian, o anúncio público dos Estados Unidos sobre a retirada de 5.000 soldados norte-americanos de bases alemãs não representou uma surpresa.
O chanceler argumentou que a medida não deve ser vista como retaliação, afirmando: "Pode estar sendo um pouco exagerado, mas não é novidade".
Divergências sobre a Guerra no Irã e a relação com Trump
Merz abordou a recente troca de farpas com o líder norte-americano sobre o conflito no Oriente Médio. "Temos uma visão diferente desta guerra. Isso não é segredo", disse ele, acrescentando que não é o único a se sentir assim.
O chanceler alemão expressou que Trump respeita seu direito de ter opiniões divergentes, embora talvez o presidente norte-americano demonstre esse respeito "um pouco menos no momento". No entanto, Merz reafirmou sua convicção de que os norte-americanos são parceiros importantes para a Alemanha, "nossos parceiros mais importantes na aliança do Atlântico Norte".
Histórico recente dos atritos diplomáticos
O atrito entre Merz e Trump se intensificou a partir das declarações do chanceler na última 2ª feira (27.abr.2026), quando afirmou que os EUA estão sendo "humilhados" nas negociações com o Irã e criticou a ausência de uma estratégia de saída clara por parte de Washington.
Em resposta, na 5ª feira (30.abr.2026), o presidente Trump utilizou seu perfil oficial na rede Truth Social para dizer que Merz deveria se dedicar a "consertar seu país quebrado" e a "acabar com a guerra entre Rússia e Ucrânia", na qual, segundo ele, a atuação do premiê "tem sido totalmente ineficaz".
Depois desses eventos, na 6ª feira (1º.mai.2026), os Estados Unidos confirmaram a retirada de 5.000 soldados do território alemão, onde se localiza a maior base militar norte-americana na Europa, com 35.000 combatentes. A redução do contingente deve ser finalizada em um prazo de 6 a 12 meses.
No dia seguinte, sábado (2.mai.2026), o ministro da Defesa da Alemanha, Boris Pistorius, afirmou que os europeus devem "assumir mais responsabilidade" por sua própria segurança. O ministro acrescentou que a Alemanha "está no caminho certo" ao expandir suas Forças Armadas, acelerar as aquisições militares e construir infraestrutura.