Brasília

Chanceler alemão minimiza retirada de tropas dos EUA e reafirma parceria com Trump

O chanceler alemão Friedrich Merz (CDU) reiterou seu compromisso em manter a relação transatlântica e trabalhar com o presidente dos EUA, Donald Trump, apesar dos recentes atritos. Em entrevista à emissora ARD, Merz minimizou o anúncio da retirada de 5.000 soldados norte-americanos da Alemanha, afirmando que não foi surpresa e não deve ser vista como retaliação. Ele admitiu divergências com Trump sobre a guerra no Irã, mas ressaltou a importância da parceria com os EUA, o que ocorre após uma troca de farpas entre os líderes e a confirmação da redução do contingente militar dos EUA na Alemanha.

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Chanceler alemão minimiza retirada de tropas dos EUA e reafirma parceria com Trump
Foto: Reprodução / Leia Política
BERLIM, ALEMANHA - O chanceler da Alemanha, Friedrich Merz (CDU), concedeu entrevista à emissora pública alemã ARD, exibida no domingo (3.mai.2026) à noite, e afirmou que continuará trabalhando com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A declaração de Merz vem a público depois de desentendimentos entre os 2 líderes sobre a guerra no Irã e a recente confirmação da retirada de tropas norte-americanas do território alemão.

Atitudes de Merz frente à retirada de tropas

Durante a entrevista, Merz declarou que não está desistindo de trabalhar na relação transatlântica, nem de colaborar com o presidente Donald Trump. Segundo ele, conforme noticiado pelo The Guardian, o anúncio público dos Estados Unidos sobre a retirada de 5.000 soldados norte-americanos de bases alemãs não representou uma surpresa.

O chanceler argumentou que a medida não deve ser vista como retaliação, afirmando: "Pode estar sendo um pouco exagerado, mas não é novidade".

Divergências sobre a Guerra no Irã e a relação com Trump

Merz abordou a recente troca de farpas com o líder norte-americano sobre o conflito no Oriente Médio. "Temos uma visão diferente desta guerra. Isso não é segredo", disse ele, acrescentando que não é o único a se sentir assim.

O chanceler alemão expressou que Trump respeita seu direito de ter opiniões divergentes, embora talvez o presidente norte-americano demonstre esse respeito "um pouco menos no momento". No entanto, Merz reafirmou sua convicção de que os norte-americanos são parceiros importantes para a Alemanha, "nossos parceiros mais importantes na aliança do Atlântico Norte".

Histórico recente dos atritos diplomáticos

O atrito entre Merz e Trump se intensificou a partir das declarações do chanceler na última 2ª feira (27.abr.2026), quando afirmou que os EUA estão sendo "humilhados" nas negociações com o Irã e criticou a ausência de uma estratégia de saída clara por parte de Washington.

Em resposta, na 5ª feira (30.abr.2026), o presidente Trump utilizou seu perfil oficial na rede Truth Social para dizer que Merz deveria se dedicar a "consertar seu país quebrado" e a "acabar com a guerra entre Rússia e Ucrânia", na qual, segundo ele, a atuação do premiê "tem sido totalmente ineficaz".

Depois desses eventos, na 6ª feira (1º.mai.2026), os Estados Unidos confirmaram a retirada de 5.000 soldados do território alemão, onde se localiza a maior base militar norte-americana na Europa, com 35.000 combatentes. A redução do contingente deve ser finalizada em um prazo de 6 a 12 meses.

No dia seguinte, sábado (2.mai.2026), o ministro da Defesa da Alemanha, Boris Pistorius, afirmou que os europeus devem "assumir mais responsabilidade" por sua própria segurança. O ministro acrescentou que a Alemanha "está no caminho certo" ao expandir suas Forças Armadas, acelerar as aquisições militares e construir infraestrutura.

Escrito por Redação Leia Política