Chanceleres do Oriente Médio reúnem-se no Paquistão; Irã acusa governo Trump de planejar ofensiva terrestre
Ministros das Relações Exteriores de Paquistão, Arábia Saudita, Egito e Turquia encontraram-se em Islamabad para discutir a guerra no Oriente Médio. O Paquistão atua como mediador entre EUA e Irã, que por sua vez acusa o Presidente Donald Trump de planejar uma ofensiva terrestre na região.

Participaram da reunião os ministros das Relações Exteriores Badr Abdellatty (Egito), Hakan Fidan (Turquia) e Faisal bin Farhan (Arábia Saudita), que tiveram encontros bilaterais com o chefe da diplomacia do Paquistão, Ishaq Dar.
O Paquistão tem se consolidado como um intermediário crucial na troca de mensagens entre Washington e Teerã. O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, mantém uma relação próxima com o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e também possui contatos estreitos com o governo iraniano.
No sábado (28.mar.2026), Sharif conversou por telefone com o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, que agradeceu os esforços para deter os ataques na região. Após a conversa, o ministro Ishaq Dar anunciou que o Irã autorizou a passagem de mais 20 embarcações paquistanesas pelo Estreito de Ormuz. Teerã também enviou uma resposta ao plano de 15 pontos de Trump para encerrar a guerra por intermédio do governo paquistanês, conforme a agência Tasnim.
Irã acusa governo Trump de planejar ofensiva terrestre
Em um desenvolvimento tenso, o presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Baqer Qalibaf, acusou Washington de planejar uma invasão terrestre, declarando que "Publicamente, o inimigo envia mensagens de negociação e, em segredo, planeja uma ofensiva". Qalibaf citou o envio de 5.000 fuzileiros navais americanos ao Golfo Pérsico nas últimas duas semanas como evidência do planejamento. O porta-voz da Guarda Revolucionária Islâmica, Ebrahim Zolfaghari, corroborou a acusação, afirmando que o Presidente Trump fala em diálogo, mas "decide partir para a guerra" horas depois.