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Classificação de PCC e CV como terroristas pelos EUA acende debate político no Brasil

A designação do PCC e Comando Vermelho como grupos terroristas pelos EUA, anunciada pelo secretário de Estado Marco Rubio, gerou comemoração por Flávio Bolsonaro, que defendeu a medida. No entanto, o Palácio do Planalto avalia que a decisão pode ter efeito reverso para o senador, alertando para potenciais riscos à soberania brasileira.

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Classificação de PCC e CV como terroristas pelos EUA acende debate político no Brasil
Foto: Reprodução / Leia Política
WASHINGTON, EUA -

A classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como grupos terroristas pelos Estados Unidos acende um intenso debate político no Brasil. A designação das duas facções foi anunciada pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio, na quinta-feira, 28 de maio de 2026. O anúncio ocorreu um dia após Rubio receber o senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na Casa Branca.

Flávio Bolsonaro e seus aliados comemoraram a medida, vista como uma vitória política do senador. Ele defendeu enfaticamente a iniciativa em suas conversas com Rubio e com o atual presidente Donald Trump, realizadas em Washington, na véspera do anúncio.

Possível "tiro no pé" para Flávio Bolsonaro.

Em contraste, uma ala de ministros do Palácio do Planalto e outros auxiliares do presidente Lula avaliam que a decisão pode se tornar um "tiro no pé" para Flávio. A expectativa é que, assim que a população brasileira compreender que a medida tem potencial de trazer riscos à soberania do Brasil, haverá um efeito político reverso para o senador. O governo Lula, que recentemente lançou o programa "Brasil contra o Crime Organizado", monitora os desdobramentos.

Escrito por Redação Leia Política