Coalizão Aberta de Mercados de Carbono avança com governança e adesões estratégicas
O Ministério da Fazenda informou que a Coalizão Aberta de Mercados Regulados de Carbono aprovou sua governança e mecanismos de adesão em Florença, Itália. A iniciativa, proposta pelo Brasil em 2025, recebeu a adesão de potências como China e União Europeia. O Brasil presidirá a coalizão por dois anos, com China e UE como copresidentes, marcando um passo importante para a descarbonização global.

A Coalizão Aberta de Mercados Regulados de Carbono deu um passo crucial em Florença, na Itália, com a aprovação de sua governança e dos mecanismos de adesão formal. A informação foi divulgada nesta 4ª feira (6.mai.2026) pelo Ministério da Fazenda, que vê o avanço como uma “mudança relevante na direção de uma economia global descarbonizada”.
A iniciativa, que foi aprovada originalmente na COP30 em Belém (PA), agora conta com a adesão de importantes economias. Durante a Semana do Clima 2026 do Instituto da Universidade Europeia, China, União Europeia e outras grandes economias formalizaram sua participação.
Lançada pelo governo brasileiro em novembro de 2025, a proposta tem como objetivo integrar os mercados regulados de carbono globalmente. Na prática, ela permite a definição de regras uniformes sobre os critérios e metodologias para medir a baixa emissão, além de padronizar protocolos de monitoramento e contabilidade de emissões.
Segundo a Fazenda, a coalizão fortalece a integridade ambiental ao ampliar a interoperabilidade entre os mercados. Adicionalmente, ela protege o comércio e fomenta um ambiente mais propício para investimentos em tecnologias e cadeias produtivas de baixo carbono.
As economias que já participam do processo representam aproximadamente 60% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial. A padronização de regras eleva a confiança entre os mercados, minimiza barreiras técnicas e acelera os investimentos necessários para a descarbonização.
Cristina Reis, secretária extraordinária do Mercado de Carbono do Ministério da Fazenda, ressaltou que o progresso demonstra a capacidade de construir soluções concretas, graduais e cooperativas “mesmo em um contexto internacional polarizado”.
Até esta 4ª feira (6.mai.2026), o Ministério da Fazenda registrou que dez países já haviam avançado no processo de adesão formal, com base no termo de referência aprovado, e prevê que outros se juntem ao grupo nos próximos meses.
Países e blocos participantes:
- Alemanha
- Argentina
- Brasil
- Canadá
- Chile
- China
- Colômbia
- Coreia do Sul
- Costa Rica
- Indonésia
- Japão
- México
- Reino Unido
- Senegal
- Singapura
- Suíça
- União Europeia
Instituições internacionais também presentes:
- BIRD (Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento)
- CAF (Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe)
- OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico)
- PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento)
- UNDESA (Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU)
A governança inicial da Coalizão determina que o Brasil atuará como presidente por dois anos, com a China e a União Europeia assumindo os cargos de copresidentes.
“A partir de Florença, a iniciativa entra em nova fase: a de transformar a ambição climática em regras, instituições e instrumentos econômicos capazes de acelerar a descarbonização da economia global”, concluiu a Fazenda.