Conselho de Segurança Adia Votação sobre Uso de Força no Estreito de Ormuz Após Alerta do Irã
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, advertiu o Conselho de Segurança da ONU contra qualquer “ação provocadora” em relação ao estreito de Ormuz. A advertência ocorre após o Conselho adiar a votação de uma resolução proposta pelo Bahrein para o envio de uma força militar que garantiria a segurança da navegação na região, vital para o comércio global de petróleo e gás, atualmente bloqueada pelo regime iraniano.

NOVA YORK, EUA - O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, emitiu nesta 6ª feira (3.abr.2026) um veemente alerta ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) contra qualquer “ação provocadora” em relação ao estratégico estreito de Ormuz. Araghchi declarou em comunicado que “qualquer ação provocadora por parte dos agressores e seus apoiadores, inclusive no Conselho de Segurança da ONU, em relação à situação no estreito de Ormuz, não fará mais do que complicar a situação”.
Adiamento da Votação no Conselho de Segurança
A advertência iraniana precede o adiamento, sem nova data prevista, de uma votação agendada para esta mesma 6ª feira no Conselho de Segurança. A pauta era uma resolução apresentada pelo Bahrein que visa autorizar o envio de uma força para garantir a segurança da navegação na região.
A proposta bahreinita permitiria a atuação de países individualmente ou em coalizões navais voluntárias para assegurar a passagem segura de embarcações. O texto autoriza especificamente o uso de “todos os meios defensivos necessários e proporcionais às circunstâncias” no estreito e em águas adjacentes, com o objetivo de impedir tentativas de bloqueio ou interferência na navegação internacional por pelo menos seis meses.
Importância Estratégica do Estreito de Ormuz
O estreito de Ormuz é uma das rotas marítimas mais críticas do mundo, sendo responsável pela passagem de aproximadamente 20% do petróleo e do gás natural liquefeito comercializados globalmente.
Atualmente, o estreito enfrenta um bloqueio quase total imposto pelo Irã. Essa medida é uma resposta aos bombardeios conduzidos por Estados Unidos e Israel nas últimas semanas, e tem gerado significativa pressão sobre os preços de energia e impactado as cadeias de suprimento em escala mundial.