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CPMI do INSS pede indiciamento de 218, incluindo Lulinha, por fraudes bilionárias

O relatório final da CPMI do INSS, apresentado hoje pelo senador Alfredo Gaspar, pede o indiciamento de 218 pessoas, entre elas Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha), Daniel Vorcaro e Careca do INSS, por fraudes bilionárias em benefícios e empréstimos consignados. O documento detalha um esquema que atingiu aposentados e pensionistas em todo o país, e a comissão tem até amanhã (28) para votar o texto após decisão do STF que barrou a prorrogação dos trabalhos.

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CPMI do INSS pede indiciamento de 218, incluindo Lulinha, por fraudes bilionárias
Foto: Reprodução / Leia Política
BRASÍLIA, DF -

O senador Alfredo Gaspar (PL-AL), relator da CPMI do INSS, apresentou nesta 6ª feira (27.mar.2026) o relatório final da comissão, que pede o indiciamento de 218 pessoas por fraudes em descontos associativos e empréstimos consignados. A leitura do documento, que tem mais de 4.300 páginas, ocorre após o STF (Supremo Tribunal Federal) barrar a prorrogação dos trabalhos, o que obriga o colegiado a votar o texto até sábado (28.mar.2026).

Detalhes do Esquema de Fraudes

O documento detalha um esquema de fraudes em descontos associativos e empréstimos consignados que atingiram aposentados e pensionistas do INSS em todo o país. O relatório pede o indiciamento por crimes como estelionato, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva e organização criminosa.

Entre os citados no relatório estão operadores financeiros, dirigentes de entidades, servidores públicos e nomes ligados ao sistema político e financeiro. São eles: Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha (filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva); Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master; e Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, além de outros empresários, representantes de entidades associativas e intermediários do mercado de crédito consignado. Os esquemas envolvem a cobrança indevida de mensalidades de entidades e a contratação irregular de crédito consignado, muitas vezes sem autorização dos beneficiários.

Falhas Estruturais e Vítimas

O relatório afirma que as fraudes ocorreram dentro dos sistemas do INSS e aponta falhas estruturais de controle e fiscalização. Sustenta ainda que o esquema se desenvolveu de forma contínua, com possível conivência ou omissão de agentes públicos. A CPMI indica que aposentados — especialmente os de baixa renda — foram os principais prejudicados, com descontos realizados sem consentimento e, em muitos casos, sem conhecimento do motivo.

O relator afirmou que o caso representa uma falha sistêmica do Estado na proteção de aposentados, com esquemas que cresceram sem interrupção por anos. A comissão apontou uma série de fragilidades que permitiram a continuidade das irregularidades, como falta de sistemas de controle eficazes, fiscalização precária, ausência de punição, morosidade judicial e dificuldade de acesso à informação pelos beneficiários.

Propostas de Mudança e Lavagem de Dinheiro

O relatório também cita a existência de estruturas de lavagem de dinheiro com movimentações bilionárias e uso de empresas de fachada e fintechs. O documento sugere mudanças legislativas e administrativas para coibir as fraudes. Os trabalhos do colegiado encerram no sábado (28), após a decisão do Supremo Tribunal Federal que derrubou a prorrogação.

Escrito por Redação Leia Política