Judiciário

CPMI do INSS: Viana articula votação relâmpago do relatório em caso de veto do STF

O STF decide hoje se mantém a prorrogação da CPMI do INSS. Caso a extensão seja negada, a comissão encerra atividades no sábado. O senador Carlos Viana, presidente da CPMI, planeja sessões extraordinárias na sexta e sábado para que o relatório final seja lido e votado, estratégia que deve enfrentar resistência governista.

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CPMI do INSS: Viana articula votação relâmpago do relatório em caso de veto do STF
Foto: Reprodução / Leia Política

BRASÍLIA, DF - O destino da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS está nas mãos do Supremo Tribunal Federal (STF). Nesta quinta-feira, 26 de março de 2026, os ministros da Corte se reúnem para decidir sobre a continuidade dos trabalhos do colegiado. O senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da CPMI, já prepara um plano de contingência para votar o relatório final, caso a prorrogação seja negada.

STF delibera sobre prorrogação e prazo apertado

A pauta do STF inclui a análise da decisão monocrática do ministro André Mendonça, que havia estendido o funcionamento da comissão de inquérito por mais 60 dias. Se a maioria dos ministros optar por derrubar essa decisão, a CPMI terá de encerrar suas atividades de forma abrupta, no sábado, 28 de março. Tal cenário imporia um calendário extremamente apertado para a conclusão e votação do parecer final.

Plano de Viana inclui sessões extraordinárias no fim de semana

Diante da incerteza, o presidente Carlos Viana já esboçou sua estratégia. Ele pretende convocar uma sessão extraordinária da CPMI para a sexta-feira, 27 de março, com o propósito de permitir que o relator, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), realize a leitura de seu parecer. A articulação de Viana prevê, ainda, a realização de outra sessão no dia seguinte, sábado, 28 de março, especificamente para a votação do relatório final. No entanto, a iniciativa é vista como controversa e deve enfrentar forte oposição dos parlamentares governistas.

Escrito por Redação Leia Política