Judiciário

Crise no STF Acelera Propostas de Reforma do Judiciário Pós-Eleições

A crise no Supremo Tribunal Federal está abrindo caminho para que o Congresso Nacional vote, após as eleições de 2026, uma minirreforma do Judiciário. Líderes do Centrão e membros do próprio Judiciário admitem a inevitabilidade de mudanças, que podem incluir a forma de indicação de ministros e são vistas como uma resposta à sociedade e ao desequilíbrio de poderes.

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Crise no STF Acelera Propostas de Reforma do Judiciário Pós-Eleições
Foto: Reprodução / Leia Política
BRASÍLIA, DF -

A crise instalada no Supremo Tribunal Federal (STF) pavimenta o caminho para que o Congresso Nacional delibere, logo após as eleições de 2026, uma minirreforma do Judiciário. A pauta pode incluir alterações significativas, como a forma de indicação dos ministros da mais alta corte do país.

Nos bastidores políticos, caciques do Centrão e até mesmo integrantes do próprio Judiciário reconhecem que, independentemente do resultado das urnas para a presidência da República, será imperativo votar modificações para os tribunais superiores ainda no ano corrente.

Essa votação é vista como um mecanismo para nivelar os poderes do Judiciário, cujas atribuições se expandiram consideravelmente nos últimos anos em relação ao Legislativo e ao Executivo. Além disso, a iniciativa seria uma forma de o Congresso Nacional responder às expectativas e demandas da sociedade.

Ministros de tribunais superiores, em condição de reserva, já admitem que, na atual conjuntura, o Supremo Tribunal Federal carece de força suficiente para resistir à votação de mudanças em suas regras tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado Federal.

Impacto das Eleições na Reforma

Esses magistrados avaliam que o resultado eleitoral terá impacto direto na profundidade e celeridade da reforma. A leitura predominante é que, em um cenário de vitória de Flávio Bolsonaro (PL), as alterações poderiam ser mais abrangentes e aprovadas em um ritmo mais acelerado.

O presidente Lula também tem se manifestado publicamente em defesa de uma reforma do Judiciário. Contudo, a avaliação nos corredores do Congresso e do próprio STF é que o petista não demonstraria a mesma incisividade ou pressa que Flávio Bolsonaro no trato do tema.

Propostas em Discussão no Congresso

Nos últimos dias, parlamentares do Centrão já iniciaram a apresentação de sugestões e propostas para a reforma. Uma das Propostas de Emenda à Constituição (PEC) em destaque é de autoria do deputado federal Danilo Forte (PP-CE), que prevê a instituição de um mandato de oito anos para os ministros do STF, entre outras medidas.

Escrito por Redação Leia Política